O Instituto de Polícia Científica (IPC) concluiu a identificação do corpo encontrado em adiantado estado de decomposição em um imóvel no Bairro dos Estados, na capital paraibana. Trata-se de Magna Flora Carvalho da Fonseca, de 78 anos. De acordo com os levantamentos periciais mais recentes, a morte ocorreu há cerca de 12 meses.
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Natural do município de Cuité, a idosa mudou-se para João Pessoa ainda na juventude. Deficiente auditiva e viúva, ela não deixou descendentes e optava por uma rotina distante do convívio social, conforme explicou a prima Ana Cláudia.
“Era uma pessoa lúcida, esclarecida, movimentava o banco, dirigia, só não gostava de conviver com pessoas, porque foi a maneira como ela foi criada”, disse.
Sem contato com os dois irmãos que estão vivos, Magna Flora mantinha a própria subsistência por meio do recebimento de uma pensão deixada pelo pai, antigo fiscal de arrecadação.
Na avaliação técnica do perito Flávio Fabres, a inspeção primária no cadáver não apontou indícios de agressão física ou ação criminosa. Por conta das condições em que os restos mortais foram achados, novos laudos laboratoriais foram encomendados para atestar a causa exata do óbito.
Relatos dos parentes apontam ainda que, após a perda do marido, a idosa passou a recusar qualquer tipo de ajuda externa ou serviços domésticos, chegando a viver sem abastecimento de água ou energia elétrica na residência.
“Ela morava sem água e sem luz, ela se alimentava fora, juntava aquelas garrafas que ela bebia e tomava banho. Ela deveria lavar alguma roupa, mas aí ela não queria ajuda nem contato com ninguém”, completou a familiar.
Os procedimentos para a liberação do corpo e organização do sepultamento devem ser assumidos pelos irmãos de Magna Flora junto ao necrotério do IPC.

