A Justiça da Paraíba deu início à fase judicial do caso envolvendo a morte de Washington Rodrigo, de 33 anos, com a realização de uma audiência virtual nesta segunda-feira (17). O adolescente acusado do crime responde ao procedimento internado e terá a audiência de instrução promovida no dia 31 de agosto.
O homicídio aconteceu em 24 de julho, no quarto de um hotel situado em Manaíra. Após 4 dias do ocorrido, o jovem fugiu para o Rio Grande do Norte e se entregou na delegacia de Caicó. Apresentado às autoridades, o suspeito teve a apreensão decretada e acabou sendo transferido para João Pessoa.
Perícia e desdobramento
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil da Paraíba, o investigado justificou a ação alegando ter entrado em pânico ao desconfiar que a vítima registrou imagens do encontro.
Na sequência, o menor teria utilizado o cabo elétrico de um secador de cabelo do próprio quarto para estrangular a vítima. Embora a defesa sustente que o objetivo do jovem era apenas desacordar o homem para deixar o imóvel, os exames periciais do Instituto de Medicina Legal (IML) confirmaram o ato como asfixia mecânica. Além disso, o exame necroscópico identificou marcas caracterizadas como tortura.
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“(O suspeito) Alegou que se sentiu intimidado e ameaçado pela vítima que supostamente teria fotografado alguma parte do momento íntimo dos dois, ao passo que fez ele se algemar, simulando um fetiche, e, mediante o uso de uma airsoft, o constrangeu para entregar seu celular para que ele verificasse se havia mensagem ou fotografias em detrimento de sua pessoa, já que ele se acha um teólogo e por isso não poderia ter a imagem corrompida”, afirmou o delegado Diego Garcia.
De acordo com a defesa, o jovem confessou o assassinato e alegou que cometeu o crime por medo de ter a sua orientação sexual exposta.

