Operação mira facções no Vale do Paraíba, cumpre 11 prisões e esclarece 14 homicídios

Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra investigado por homicídio em João Pessoa.

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas desta terça-feira (4), a Operação Lótus, considerada pela corporação a maior ação de repressão qualificada já realizada na região do Vale do Paraíba. A ofensiva tem como foco organizações criminosas investigadas por uma sequência de homicídios registrados nos municípios de Itabaiana e Pilar.

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Ao todo, a Justiça expediu 34 mandados de prisão e 11 de busca e apreensão. Até a atualização mais recente da Polícia Civil, 11 mandados de prisão já haviam sido cumpridos, todos contra investigados que estavam em liberdade.

A operação é resultado de uma investigação conduzida pelo Grupo Tático Especial (GTE) da 9ª Delegacia Seccional de Polícia Civil, com apoio da Unidade de Inteligência Policial (Unintelpol). Segundo a corporação, o trabalho permitiu esclarecer 14 homicídios atribuídos à disputa entre grupos criminosos pelo controle territorial da região.

As investigações apontam que a escalada da violência começou após um rompimento entre antigas lideranças de uma organização criminosa. A divisão deu origem a duas facções rivais, que passaram a disputar áreas de atuação no Vale do Paraíba, provocando uma sequência de assassinatos registrada no início de 2026.

De acordo com a Polícia Civil, foi possível identificar a estrutura dos grupos investigados e individualizar a participação dos envolvidos, incluindo executores, mandantes e outros integrantes que teriam participado da organização dos crimes.

Além das prisões, as equipes cumprem mandados de busca e apreensão de veículos supostamente utilizados nas ações criminosas. A operação também alcançou o sistema prisional, com o cumprimento de nove ordens judiciais em celas da Penitenciária de Segurança Máxima PB1, da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto e da Cadeia Pública de Pilar, com apoio da Polícia Penal.

Cerca de 120 agentes participam da ofensiva, entre policiais da 4ª Superintendência Regional da Polícia Civil, Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Grupo de Operações Especiais (GOE), Grupamento Tático Aéreo (GTA) e Polícia Penal. A ação também conta com apoio da Polícia Rodoviária Federal e do Corpo de Bombeiros Militar.

Segundo a Polícia Civil, a operação busca desarticular as organizações criminosas responsáveis pelos homicídios, interromper a disputa entre facções e fortalecer a atuação das forças de segurança na região. O nome “Lótus” faz referência ao processo de renovação e simboliza, conforme a corporação, o objetivo de restaurar a paz social nas cidades atingidas pela violência.

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