O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ampliou uma investigação para apurar o suposto desaparecimento de munições e carregadores pertencentes ao acervo da Guarda Civil Municipal de Bayeux. A promotora de Justiça Ana Carolina Coutinho Ramalho determinou a apuração diante de indícios suficientes para novas diligências.
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A investigação teve origem em uma denúncia à Ouvidoria do Ministério Público. Segundo o relato, munições e carregadores que integram o patrimônio da Guarda Municipal teriam desaparecido ou recebido destino desconhecido, sem registro formal de baixa ou localização do material.
A denúncia atribui a responsabilidade ao ex-comandante da Guarda Civil Municipal Kleber Renato Barbosa Medeiros, apontado como responsável pelo suposto desaparecimento do material bélico. O documento também cita uma possível omissão de integrantes da atual estrutura de comando da corporação e da Secretaria Municipal de Segurança.
Força da denúncia
A promotora aponta verossimilhança das informações do denunciante, que correlacionam-se com os termos da recomendação ministerial, expedida no final do ano de 2025, que foi acatada pela gestão municipal e culminou na exoneração do noticiado do cargo de Comandante da Guarda Civil Municipal.
Entre os mencionados estão o secretário municipal de Segurança, Nycollas Bernardo, o atual comandante da Guarda Municipal, Advanilton Amarante, o inspetor-chefe da armaria, Isac Soares, o corregedor Ricardo Tavares e o subcomandante Wesley Franklin. Conforme a denúncia, essas autoridades teriam deixado de instaurar procedimento disciplinar, comunicar o caso aos órgãos competentes e determinar um inventário extraordinário do armamento.
Durante a fase inicial da investigação, o Ministério Público recebeu respostas do inspetor-chefe da armaria e do corregedor da Guarda Municipal. O relatório apresentado pelo setor de armaria detalha o controle de armas, coletes e munições, informa a utilização de parte do material em cursos de capacitação e conclui que não houve falta no acervo, classificando a denúncia como improcedente.
Já o corregedor afirmou que a Corregedoria nunca recebeu denúncia sobre desaparecimento de armamentos ou munições e sustentou que a responsabilidade pelo controle do acervo cabe ao setor de armaria, rejeitando as acusações de omissão.
Cobrança à secretaria de Segurança
Apesar das manifestações, a promotora considerou que ainda há diligências pendentes. Segundo a portaria, o atual comandante da Guarda Municipal e o subcomandante não chegaram a ser oficiados na fase anterior da investigação, enquanto o secretário municipal de Segurança não respondeu aos questionamentos encaminhados pelo Ministério Público.
Com a conversão do procedimento, o MPPB determinou o reenvio de ofício à Secretaria de Segurança, concedendo prazo de 15 dias para manifestação, sob advertência de adoção das medidas cabíveis em caso de novo silêncio. Também foi solicitado ao inspetor-chefe da armaria o envio de todos os relatórios produzidos desde junho de 2025, além de uma nova cópia de documentos anteriormente encaminhados que chegaram ao Ministério Público de forma ilegível.

