A defesa do Grupo GP se manifestou após o acidente que feriu uma mulher de 36 anos e seus dois filhos, de 3 e 5 anos, em um condomínio residencial no bairro do Altiplano Cabo Branco, em João Pessoa. A cabine do elevador despencou do terceiro andar do edifício Reserva Alto do Plano 1 até o fosso na última quarta-feira (13).
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Em pronunciamento oficial, o advogado da construtora, Rinaldo Mouzalas, manifestou solidariedade à família e informou que a empresa já está prestando auxílio financeiro à mãe, que ficou paraplégica, e às crianças. No entanto, no campo técnico, a defesa contestou as conclusões ‘precipitadas’ sobre o caso e cobrou uma auditoria rigorosa na manutenção realizada pelo condomínio.
“Falo como advogado do Grupo GP e manifesto desde já a nossa profunda solidariedade à mãe e às crianças atingidas (…). Independentemente da apuração de responsabilidade, o Grupo GP está prestando auxílio à vítima, inclusive com custeios das despesas médicas não cobertas pelo plano de saúde, além de acompanhar a situação das crianças”, declarou Mouzalas.
Manutenção e desgaste natural
O advogado alertou que as causas do acidente não podem ser definidas por “versões precipitadas” ou vídeos de redes sociais, exigindo uma perícia documental detalhada. Mouzalas ressaltou que o prédio foi entregue há quase três anos e que os equipamentos sofreram o desgaste natural do uso diário, o que joga o foco do debate para a qualidade da manutenção preventiva contratada pelo residencial.
“O condomínio foi entregue há quase 3 anos e os elevadores foram utilizados diariamente desde então (…). Reclamar do funcionamento sem comprovar manutenção regular não resolve o problema de segurança. Manutenção do elevador não é uma despesa opcional do condomínio, é uma obrigação essencial de proteção à coletividade”, pontuou o advogado, lembrando que o próprio parecer técnico apresentado pelo condomínio menciona falhas na conservação e intervenções posteriores no sistema de segurança original.
Ele também trouxe à tona o histórico judicial do empreendimento. Segundo ele, o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJPB) já havia suspendido anteriormente uma decisão que exigia a substituição imediata dos elevadores por entender que faltavam provas técnicas suficientes para uma ‘medida extrema’.
De acordo com a defesa, a postura do Grupo GP a partir de agora será de cooperação com as autoridades e transparência. O plano de ação da construtora inclui a revisão técnica de todos os elevadores do complexo, a perícia detalhada do equipamento que despencou e a substituição do que for considerado necessário após os laudos oficiais.
“Não estamos aqui para apontar a culpa a quem quer que seja. Estamos, sim, para afirmar o nosso compromisso com a vida, com a segurança, com a verdade técnica e com a solução responsável. Segurança não se constrói com precipitação; segurança se constrói com perícia, manutenção, transparência e, sobretudo, responsabilidade”, concluiu.

