O Sindicato dos Bancários da Paraíba denunciou problemas estruturais e precarização nas agências do Bradesco na Paraíba. De acordo com a entidade, trabalhadores e clientes enfrentam condições inadequadas em diversas unidades, mesmo após o banco divulgar resultados financeiros bilionários no primeiro trimestre de 2026.
Segundo o sindicato, o Bradesco reduziu a carga horária dos terceirizados responsáveis pela limpeza e serviços gerais em grandes agências, enquanto nos Postos de Atendimento Bancário (PABs) a higienização passou a ocorrer apenas alguns dias da semana. A medida teria provocado acúmulo de sujeira e piora nas condições de conservação dos espaços.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
As denúncias também apontam que funcionários administrativos estariam assumindo tarefas fora de suas funções, como limpeza de banheiros e retirada de lixo, diante da diminuição das equipes de apoio. Bancários relatam ainda dificuldades para garantir um ambiente adequado de atendimento ao público.
Outro ponto criticado pela entidade é a burocracia para realização de reparos nas unidades. Conforme o sindicato, serviços de manutenção dependem agora de autorização da matriz do banco, após apresentação de diferentes orçamentos, o que acaba atrasando intervenções consideradas urgentes.
A situação contrasta com os números divulgados recentemente pela instituição financeira. O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,8 bilhões nos três primeiros meses de 2026, além de receita total de R$ 36,9 bilhões no período.
Para o presidente do sindicato, Lindonjhonson Almeida, os cortes afetam diretamente trabalhadores e clientes. “O banco amplia seus lucros enquanto reduz investimentos em áreas essenciais para o funcionamento das agências e para o bem-estar dos funcionários”, afirmou.
O movimento sindical cobra que o Bradesco restabeleça os serviços de limpeza, manutenção e estrutura adequada nas unidades bancárias da Paraíba, garantindo melhores condições de trabalho e atendimento à população.
