Achei muito massa, importante mesmo, a API soltar nota neste 8 de Março reverenciando mulheres jornalistas de padrão e história reconhecidas. Li, até a nota sobre a primeira e única presidente da entidade, digna Marcela Sidônio, nas traçadas linhas do sub-lead em diante, mas a falta da imagem dela entre todas revigorante forte, líder e sem igual fizeram falta.
Todas as queridas e reconhecidas jornalistas mereciam e merecem registro, mas sem a foto de Marcela Sitônio não fizemos o que a História com H maiúsculo está a existir. Presença.
Marcela é máximo, do M maiúsculo que seus pais registraram em cartório, porque ela é, sem dúvidas, uma líder sem tergiversar em favor da categoria mesmo perseguida por governos ditos populares e democráticos. Ela nunca recuou. Por isso nossa referência oportuna singularmente em referência à sua digna História.
TEM MAIS
Sou da geração que aprendi a respeitar a luta feminina com nomes do porte de Socorro Andrade, Joana Belarmino e a heroica Sônia Lima – de força singular acuada pela cultura para sobreviver enquanto a vida exige dela retomar sua importância de luta na comunicação. Negra e muito digna é o sinônimo de Sônia.
Sem dúvida a performance de Joana Belarmino merece todos os louros e aprovação sem igual. Eis a primeira mulher de qualidade com deficiência visual a se impor pela capacidade e dignidade de lutas.
Preciso fazer um registro: não há como negar a força e muita importância de Maria José Limeira como jornalista e escritora. E, olhe, que ela reprovou 12 laudas de cobertura feita por mim para o Jornal O MOMENTO em 1979 durante a cobertura dos Jogos Universitários Brasileiros dizendo-me ao final: ” Bichinho, procure outra profissão porque você não dá para ser jornalista”.
Tinha 19 anos, “Foca” no DAC/UFPB quase morrendo de morte matada, mas que sobrevivi. Acho que tinha razão.
Maria Júlia, minha mãe, até disse: ” siga em frente porque poucos redige e datilografam 12 laudas com sua idade”.
Bom, o fato é que precisamos respeitar e reverenciar nossa gente feminina capaz.


