O Reino Unido frustrou um plano para assassinar a primeira-ministra britânica, Theresa May, em sua residência no número 10 de Downing Street, segundo reportagens desta quarta-feira, 6, publicadas pela imprensa local.
O complô consistia em perpetrar um ataque com bomba contra as portas de segurança de Downing Street e depois, aproveitando a confusão inicial, chegar até a primeira-ministra para matá-la com uma faca, indica a emissora “BBC”.
Naa’imur Zakariyah Rahman, de 20 anos, e Mohammed Aqib Imran, de 21 anos, acusados de planejarem a ação, terão sua primeira audiência nesta quarta-feira em um tribunal de Londres.
Segundo a imprensa, os detalhes do plano foram comunicados na terça-feira pelo diretor-geral da agência de segurança interna britânica MI5, Andrew Parker, durante uma reunião do governo. Parker também teria informado que um total de nove complôs de radicais islâmicos foram frustrados no Reino Unido no último ano.
Um porta-voz de May não quis fornecer destes nove ataques, mas a imprensa britânica informa que um deles consistia em atentar contra a Chefe de Governo, embora os motivos não tenham sido revelados.
Esse suposto complô foi frustrado após a detenção dos dois homens na semana passada em Londres e em Birmingham, centro da Inglaterra.
A polícia, por sua vez, se limitou a informar nesta quarta que os dois homens comparecerão perante a Corte de Magistrados de Westminster, em Londres, acusados de planejar atos terroristas. “O Reino Unido enfrenta uma intensa ameaça terrorista, que é multidimensional, evolui rapidamente e a uma escala e ritmo que não havíamos registrado antes”, afirmou a polícia.
O diretor do MI5 informou ao governo que as derrotas militares sofridas pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque e na Síria não implicam no fim da ameaça terrorista sobre o país. Parker também alertou que as redes sociais estão sendo usadas para encorajar a realização de ataques tanto no Reino Unido como em outros lugares.
O Reino Unido sofreu cinco atentados em 2017, que deixaram 36 mortos e mais de 200 feridos. Quatro ataques foram reivindicados pelo EI.
Três autores dos atentados estavam no radar das forças de segurança, segundo uma investigação interna que concluiu que a polícia perdeu várias oportunidades de evitar o atentado contra a Manchester Arena.
EFE e AFP
