Primeiro-ministro da Líbia é libertado, diz governo

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 O primeiro-ministro da Líbia, Ali Zidan, foi libertado nesta quinta-feira (10) após ficar horas em poder de uma unidade de ex-rebeldes em Trípoli, confirmou o governo.

As circunstâncias ainda não estão claras.

“Ele foi libertado. Mas ainda não temos informações detalhadas sobre as circunstâncias da libertação”, disse o ministro das Relações Exteriores, Mohamed Abdelaziz.

Dois anos após uma revolução que acabou com o governo de 42 anos do ditador Muammar Kadhafi, a Líbia enfrenta uma situação de turbulência, com seu governo central vulnerável e as nascentes forças armadas enfrentando dificuldades para conter milícias tribais rivais e militantes islâmicos que controlam partes do país.

A milícia Célula de Operações dos Revolucionários da Líbia, que havia sido contratada pelo governo para fornecer segurança em Trípoli, disse que havia “prendido” Zidan depois de o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ter dito que a Líbia teve um papel na captura do suspeito de terrorismo Abu Anas al-Libi no final de semana.

Homens armados pegaram o premiê no hotel Corinthia, onde estava hospedado, segundo o governo.

O primeiro-ministro líbio Ali Zidan, em imagem de março de 2013. 

Mais cedo, a brigada anunciou a detenção de Zidan por “ordem da procuradoria”.

“Ali Zidan foi detido de acordo com o código penal líbio e por ordem da procuradoria geral”, afirmou a Célula em sua página do Facebook.

Em entrevista à rede britânica BBC, na terça-feira (8), Zidan afirmou que a Líbia vem sendo usada como base de armamentos para o mercado paralelo, e pediu ajuda internacional contra as milícias.

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