Arlinda Marques e Edson Ramalho ficarão sem anestesistas

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A partir do dia 27 de abril os médicos anestesistas dos hospitais Arlinda Marques e Edson Ramalho, em João Pessoa, estarão impossibilitados de realizar procedimentos cirúrgicos devido à falta de contrato com o governo do Estado.

O impedimento da renovação contratual deve-se ao fato da Cooperativa dos Médicos Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest-PB) estar sujeita à multa emanada do *Processo n° 00588.2006.001.13.00.0*, distribuído perante a 1° Vara do Trabalho de João Pessoa-PB, cujos valores superam em muito o valor pago à título de plantão, de modo que a continuidade dos serviços põe em risco a existência da própria Cooperativa, tornando esses contratos extremamente onerosos e inviáveis.

Preocupada com o prejuízo que a população sofrerá, a Coopanest enviou um comunicado à Secretaria Estadual de Saúde (SES), no final da tarde desta terça-feira (10), informando que não renovará os contratos e pedindo que sejam disponibilizados profissionais para substituir os cooperados a partir do encerramento das nossas atividades nos referidos hospitais, nas referidas datas.

Não obstante a liminar deferida em favor do Estado da Paraíba perante a Justiça Comum, os efeitos desta decisão asseguravam a manutenção dos contratos apenas durante a sua vigência, não permitindo a sua renovação por vontade unilateral da contratante.

Igualmente, na discussão de reajuste de valores pagos atualmente, foi também considerada pela Coopanest, a intransigência do Estado ao rejeitar a proposta de apenas reajustar esses valores, por um índice que corrija a defasagem da inflação e que possibilite algum ganho real na negociação, visto que é do conhecimento de todos que a cooperativa, atualmente, trabalha por uma remuneração inferior ao que o próprio Estado pagava nesses contratos, em 2010.

“A Coopanest preocupada com a repercussão social da interrupção dos serviços espera que o Governo do Estado encontre uma solução para este impasse. A situação será danosa a toda população da Paraíba, já que os dois hospitais da capital atendem aos demais municípios do Estado. As práticas cirúrgicas serão afetadas, colocando em risco a vida de quem precisa do serviço público de saúde”, alertou Azuil Vieira, presidente da Coopanest.

*Hospitais do interior* Desde a última segunda-feira (08), os hospitais estaduais de Itabaiana, Itapororoca e Guarabira encontram-se com a realização de cirurgias suspensas pelo mesmo motivo: a falta de anestesistas. Os médicos precisaram interromper seus atendimentos também nessas unidades motivados pelas mesmas razões já enumeradas anteriormente.

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