Policial

Inquérito sobre morte de Expedito Pereira é concluído e autor e executores do crime são identificados

Ricardo Pereira, sobrinho de Dr. Expedito, é apontado como autor intelectual do crime.

12/02/2021


Na imagem o ex-prefeito Expedito Pereira ao lado do sobrinho, apontado como autor intelectual do crime, Ricardo Pereira

Portal WSCOM



A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito criminal que apurou as circunstâncias, a autoria e a materialidade do crime de Homicídio que vitimou o ex-prefeito da cidade de Bayeux, Dr. Expedito Pereira. O trabalho investigativo foi realizado através da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da Capital. Ricardo Pereira, sobrinho de Dr. Expedito, é apontado como autor intelectual do crime, e terá a prisão temporária convertida em prisão preventiva.

O ex-prefeito Dr. Expedito caminhava em via pública, quando foi alvejado por dois disparos de arma de fogo, após aproximação do executor, que trafegava pela via pilotando uma motocicleta. O crime aconteceu na Av. Sapé, no bairro de Manaíra, em João Pessoa, na manhã do dia 09 de dezembro de 2020.

“As investigações da Polícia Civil apontaram para a identificação tanto do executor, quanto dos idealizadores do crime, sendo um deles, inclusive, sobrinho e pessoa de total confiança da vítima”, lembrou a delegada Emília Ferraz, da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa da Capital.

Os delegados Victor Melo e Emília Ferraz, que presidiram o Inquérito Policial, chegaram à conclusão pelo “indiciamento por homicídio duplamente qualificado, mediante emboscada e em concurso de pessoas, e para assegurar a ocultação de outros crimes, tendo os autores agido delitivamente para encobrir a dilapidação do patrimônio da vítima”, completou Emília Ferraz.

O Inquérito Policial foi completamente ratificado pelo Ministério Público, que já ofereceu inclusive a denúncia, e assim como a Polícia Judiciária, representou também pela conversão da prisão temporária dos acusados em prisão preventiva. O procedimento ainda está sob a análise do Poder judiciário, restando um dos envolvidos e local incerto e não sabido, em condição de foragido.

Os delegados do caso esclareceram que contaram com o apoio científico do Instituto de Polícia Científica (IPC) quando da execução e conclusão das 10 perícias que foram requisitadas, a exemplo de coleta de vestígios, análise de imagens, confronto de perfil genético, e até a de exames grafotécnicos, e que também contaram com o apoio fundamental da Unintelpol.

A delegada Emília Ferraz ainda esclareceu que “o crime que vitimou Dr. Expedito não é só um crime grave, ele é de natureza hedionda, um crime que além de enlutar uma família, sensibilizou a população tanto da cidade de João Pessoa como, especialmente, a da cidade de Bayeux”. Já o delegado Victor Melo destacou que a Polícia “continua trabalhando no sentido de dar cumprimento ao mandado de prisão que foi expedido contra o único foragido, e para tanto conta com a informação sociedade, que poderá colaborar através do canal de informações da Polícia Civil, o 197, ressaltando o respeito absoluto ao anonimato”.



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