O procurador regional eleitoral da Paraíba, Marcos Queiroga, revelou que o Ministério Público Eleitoral iniciou ações de inteligência para identificar possíveis interferências de organizações criminosas no pleito deste ano.
Segundo o procurador, algumas linhas de atuação são consideradas prioridade para o “Projeto 2026” e o combate às facções criminosas sendo uma destas, tal qual a fiscalização de qualquer possibilidade de influência eleitoral por parte de grupos criminosos. “Sobretudo o envolvimento de candidatos ou pré-candidatos”, ressaltou Queiroga em entrevista ao Jornal da Paraíba.
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O procurador esclareceu que o trabalho ainda está em fase inicial e envolve ações de inteligência e levantamento de informações, mas garantiu que “No momento oportuno, o Ministério Público Eleitoral irá tomar as providências em relação a isso”.
O domínio territorial de organizações criminosas com atuação na Paraíba e sua possível influência em disputas eleitorais passaram a integrar o debate político na Paraíba em 2024, quando denúncias de associação de agentes políticos e membros do crime organizado movimentaram os pleitos em João Pessoa e Cabedelo. No mesmo ano sete cidades paraibanas requisitaram o envio de tropas federais para a garantia de segurança ao eleitorado. As cidades foram Bayeux, Cabedelo, Fagundes, Itabaiana, Paulista, Pombal e São Bento.

