O ex-jogador de basquete brasileiro, Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira (17) aos 68 anos, a informação foi confirmada pela assessoria do ex-atleta. Schmidt enfrentava um câncer no cérebro desde 2011.
Depois de passar mal, Oscar ainda foi levado para o Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP), porém não resistiu. De acordo com postagens recentes da família do ex-jogador, ele já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia.
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A família de Schmidt ainda não deu detalhes sobre o velório.
Tratamento contra o câncer
Em 2011, Oscar descobriu um câncer maligno no cérebro e, ao longo dos anos, mostrou a mesma determinação das quadras para vencer a doença. No mesmo ano, fez a primeira cirurgia para remover um tumor de oito centímetros. Em 2013, o câncer retornou, e ele foi operado novamente para controlar o avanço.
“Eu estou curado, curadíssimo. Fiz uma palestra na terça-feira. A palestra foi linda, já voltei a trabalhar. Não vejo nada diferente. Muita gente fala que vai vencer, e a maioria não vence, mas eu vou. Não chorei em nenhum momento. Choro muito menos agora. É um tumor pequeno, grau 3, mas malvado. Se eu deixar, ele não sai. Mas não vou deixar. Mesmo que eu não consiga, eu vou tentar de todos os modos. Esse tumor pegou o cara errado mesmo”, garantiu o Mão Santa, após uma cirurgia realizada em abril de 2013.
Nota da assessoria
É com profundo pesar que comunicamos o falecimento de Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial e uma figura de imenso significado humano e esportivo.
Ao longo de mais de 15 anos, Oscar enfrentou com coragem, dignidade e resiliência a sua batalha contra um tumor cerebral, mantendo-se como exemplo de determinação, generosidade e amor à vida.
Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que transcende o esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e no mundo.
A despedida se dará de forma reservada, restrita aos familiares, em respeito ao desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.
Os familiares agradecem, sensibilizados, todas as manifestações de carinho, respeito e solidariedade recebidas, e solicitam a compreensão de todos quanto à necessidade de privacidade neste momento de luto.
Seu legado permanecerá vivo na memória coletiva e na história do esporte, assim como no coração de todos que foram tocados por sua trajetória.
Trajetória em Olimpíadas
Embora não tenha conquistado uma medalha olímpica, Oscar é dono de recordes expressivos nos Jogos Olímpicos. Veja os principais:
Participou de cinco edições consecutivas dos Jogos Olímpicos: Moscou 1980, Los Angeles 1984, Seul 1988, Barcelona 1992 e Atlanta 1996. É o recordista de participações no basquete ao lado de Teófilo Cruz (Porto Rico) e Andrew Gaze (Austrália).
Foi cestinha em três edições dos Jogos:
– Seul 1988 (338 pontos – destes, 55 foram em uma única partida)
– Barcelona 1992 (198 pontos)
– Atlanta 1996 (219 pontos)
Em Seul 1988, quebrou outros recordes:
– melhor média de pontos
– mais pontos em uma única edição
– mais cestas de 3 pontos em uma edição
– mais cestas de 3 pontos em um único jogo
– mais cestas de 2 pontos em um único jogo
– mais lances livres em uma edição
– mais lances livres em um único jogo.