“O feito à ordem tem que ser chamado. As torcidas estão indo para o último estágio. A intenção da Polícia Militar não é de extingui-las, mas controla-las”. O comentário é do comandante do 2º Batalhão da PM, tenente-coronel Souza Neto, idealizador da reunião que aconteceu nesta quarta-feira (15) na sede do Ministério Público da Paraíba em Campina Grande. O encontro aconteceu coincidentemente no dia em que o Estatuto do Torcedor completa 10 anos de vigência.
No encontro, promotores, dirigentes, líderes de torcidas organizadas (TO’s) e outras autoridades discutiram os recentes acontecimentos envolvendo violência no futebol da cidade.
Antes e depois do clássico entre Treze e Campinense, realizado no último domingo, adeptos das duas equipes trocaram agressões, o que resultou em vários feridos.
Esse ano, dois torcedores ligados às principais “organizadas” de Galo e Raposa morreram supostamente em decorrência da “guerra” entre ambas.
Na reunião, o principal tema debatido foi a extinção ou não das agremiações recreativas. Por ora, os torcedores permanecem proibidos de frequentarem os estádios com os uniformes das TO’s.
Ficou decidido ainda que as torcidas deverão cumprir o artigo segundo da lei número 10.671 2003 ( Estatuto do Torcedor): cadastro dos integrantes com nome completo, foto, filiação, RG, CPF e profissão.
Tal cadastramento nunca foi cumprido em Campina Grande, segundo o promotor Bertrand Asfora, coordenador do Centro de Apoio Operacional às Promotorias Criminais.
Monitoramento eletrônico
Com dois clássicos entre Treze e Campinense marcados para a próxima semana, dias 21 e 24, pelas semifinais do Campeonato Paraibano 2013, o Ministério Público recomendou a instalação de câmeras de monitoramento nas arquibancadas do Estádio Amigão, palco das partidas.
Em relação ao posicionamento das torcidas no estádio, permanece a determinação da Polícia Militar: os adeptos do mandante do jogo ficam na arquibancada principal, com os visitantes na geral.


