[OUÇA] Bolsa Família terá ‘regra de transição’ de 2 anos, diz coordenadora econômica de Flávio Bolsonaro

"As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família", disse Daniella Marques.

daniella marques

Famílias atendidas pelo Bolsa Família terão uma ‘regra de transição’ de 24 meses em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (19) por Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha presidencial do senador, durante entrevista à CBN Bahia.

A família beneficiada perderia o benefício após 24 meses empregado ou da criação de um negócio. O Governo iria facilitar crédito para esta abertura, segundo Daniella.

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Pelo modelo defendido pela equipe do candidato, a entrada no mercado de trabalho não provocaria a interrupção imediata dos pagamentos. O beneficiário teria um período de dois anos para se estabelecer financeiramente, com a possibilidade de retornar automaticamente ao programa caso a nova atividade não desse certo.

“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Marques.

A declaração ocorre na última semana da campanha presidencial. Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com votação marcada para domingo (25).

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Proposta prevê criação do Ministério da Prosperidade

Além da mudança nas regras de permanência no Bolsa Família, o programa econômico do candidato do PL prevê a criação de uma pasta denominada Ministério da Prosperidade.

Segundo Daniella Marques, o órgão teria a função de oferecer alternativas de geração de renda aos beneficiários de programas sociais, por meio de linhas de crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas.

A intenção apresentada pela coordenadora é permitir que famílias atendidas pela assistência social possam abrir negócios próprios ou buscar oportunidades de trabalho sem perder imediatamente a proteção financeira.

“O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, declarou.

Como funciona atualmente a permanência no Bolsa Família

As regras em vigor já permitem que famílias continuem recebendo parte do benefício mesmo depois de aumentar sua renda.

Pela chamada regra de proteção, quem ultrapassa o limite de entrada no programa, de R$ 218 mensais por pessoa, pode permanecer recebendo 50% do valor anterior por até 18 meses, desde que a renda familiar por integrante não ultrapasse R$ 706.

A medida busca evitar que a obtenção de um emprego ou de outra fonte de renda resulte na perda imediata do auxílio.

A proposta anunciada pela campanha de Flávio Bolsonaro prevê ampliar o período de transição para 24 meses. Não foram detalhados, na entrevista, eventuais limites de renda ou percentuais de pagamento durante essa etapa.

Governo Lula reajustou benefício para R$ 691

Relançado em março de 2023, o Bolsa Família teve um reajuste de aproximadamente 15,04% anunciado pelo governo federal em setembro de 2026, durante o período eleitoral.

Com a alteração, o valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691. O novo piso começou a ser aplicado nos pagamentos de outubro, cujo calendário foi unificado a partir de quarta-feira (21), conforme anúncio do governo nesta segunda-feira.

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