Famílias atendidas pelo Bolsa Família terão uma ‘regra de transição’ de 24 meses em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). A proposta foi apresentada nesta segunda-feira (19) por Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha presidencial do senador, durante entrevista à CBN Bahia.
A família beneficiada perderia o benefício após 24 meses empregado ou da criação de um negócio. O Governo iria facilitar crédito para esta abertura, segundo Daniella.
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Pelo modelo defendido pela equipe do candidato, a entrada no mercado de trabalho não provocaria a interrupção imediata dos pagamentos. O beneficiário teria um período de dois anos para se estabelecer financeiramente, com a possibilidade de retornar automaticamente ao programa caso a nova atividade não desse certo.
“Vai ter regra de transição de dois anos [no Bolsa Família] para que possa abrir seu negócio, ou aceitar emprego de carteira assinada. E um retorno automático caso dê errado. As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família. Aquilo é uma proteção, mas é o início de uma jornada. Todo mundo merece sonhar com algo com mais oportunidade, dignidade”, afirmou Marques.
A coordenadora do núcleo econômico de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, afirmou nesta segunda-feira (19) que o programa Bolsa Família terá uma carência de dois anos se ele for eleito, período após o qual os beneficiários seriam desligados https://t.co/icT3VDrTzD https://t.co/k2feQwCf6K
— Jeff Nascimento (@jnascim) October 19, 2026
A declaração ocorre na última semana da campanha presidencial. Flávio Bolsonaro disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com votação marcada para domingo (25).
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Proposta prevê criação do Ministério da Prosperidade
Além da mudança nas regras de permanência no Bolsa Família, o programa econômico do candidato do PL prevê a criação de uma pasta denominada Ministério da Prosperidade.
Segundo Daniella Marques, o órgão teria a função de oferecer alternativas de geração de renda aos beneficiários de programas sociais, por meio de linhas de crédito, capacitação profissional e parcerias com empresas privadas.
A intenção apresentada pela coordenadora é permitir que famílias atendidas pela assistência social possam abrir negócios próprios ou buscar oportunidades de trabalho sem perder imediatamente a proteção financeira.
“O coração do plano é focar na prosperidade. Colocar o brasileiro para crescer junto com o brasil. Estão preservadas as proteções sociais, mas a gente quer todo brasileiro um plano para que o cresçam mais, com crédito, capacitação e parcerias com empresas privadas para cursos livres”, declarou.
Como funciona atualmente a permanência no Bolsa Família
As regras em vigor já permitem que famílias continuem recebendo parte do benefício mesmo depois de aumentar sua renda.
Pela chamada regra de proteção, quem ultrapassa o limite de entrada no programa, de R$ 218 mensais por pessoa, pode permanecer recebendo 50% do valor anterior por até 18 meses, desde que a renda familiar por integrante não ultrapasse R$ 706.
A medida busca evitar que a obtenção de um emprego ou de outra fonte de renda resulte na perda imediata do auxílio.
A proposta anunciada pela campanha de Flávio Bolsonaro prevê ampliar o período de transição para 24 meses. Não foram detalhados, na entrevista, eventuais limites de renda ou percentuais de pagamento durante essa etapa.
Governo Lula reajustou benefício para R$ 691
Relançado em março de 2023, o Bolsa Família teve um reajuste de aproximadamente 15,04% anunciado pelo governo federal em setembro de 2026, durante o período eleitoral.
Com a alteração, o valor mínimo passou de R$ 600 para R$ 691. O novo piso começou a ser aplicado nos pagamentos de outubro, cujo calendário foi unificado a partir de quarta-feira (21), conforme anúncio do governo nesta segunda-feira.
