Paraíba registra salto de 18% no crédito empresarial e de 12,7% para famílias, revela ANBC

Crédito cresce 18% para empresas e 12,7% para famílias na Paraíba, superando médias do Brasil e Nordeste. Confira dados
(Foto: Reprodução)

O saldo do mercado de crédito na Paraíba cresceu 18% para Pessoas Jurídicas e 12,7% para Pessoas Físicas em junho de 2026 na comparação anual. O salto, de acordo com dados da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), foi impulsionado pelo dinamismo das empresas, das famílias e do agronegócio.

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Ambos os segmentos superam o desempenho do Nordeste, com taxas de 11,5% para PJ e PF, além de também estarem acima das médias do Brasil, que atingiram 7,9% no corporativo e 10,8% no crédito familiar no mesmo período. Esse ritmo reflete a consolidação da atividade produtiva, respaldada pelo crescimento de 2,4% no comércio e de 2,5% no setor de serviços no primeiro semestre de 2026 ante o primeiro semestre de 2025, além da estimativa de alta de 3,2% para o Produto Interno Bruto (PIB) paraibano em 2026, ante os 2% previstos para a economia nacional.

evolução dos indicadores de trabalho e produção rural atua como combustível direto para essa demanda por recursos nas cidades e no campo. De acordo com o IBGE e dados setoriais, a taxa de desemprego na Paraíba registrou queda expressiva, passando de 7% para 5,4%, enquanto o rendimento médio mensal do trabalhador subiu de R$ 2.539 para R$ 2.799. A taxa de desocupação da Paraíba continua sendo a menor do Nordeste. O índice está empatado com o do estado de São Paulo (5,4%). A

lém disso, a Paraíba é a única unidade da federação da região a igualar a média do Brasil, que também foi de 5,4%. No segmento agropecuário, o Valor Bruto da Produção (VBP) do estado aponta alta de 6,7% em 2026 ante 2025, projetando resultado superior e em sentido oposto à retração de 4,5% prevista para o Brasil. A convergência entre carteiras corporativas e familiares viabiliza investimentos de longo prazo em polos industriais como Cabedelo, ao mesmo tempo em que injeta capital de giro para o comércio de João Pessoa e Campina Grande.

O presidente da ANBC, Elias Sfeir, enfatiza a sintonia entre o avanço dos negócios e o fortalecimento da renda familiar. “A expansão simultânea de 18,0% no crédito às empresas e de 12,7% no crédito às famílias na Paraíba em junho ante o mesmo mês de 2025 reflete a solidez e a integração da economia local. O crescimento nas vendas do comércio em 2,4% no primeiro semestre e a alta de 6,7% projetada para o agronegócio em 2026 impulsionam o emprego, elevam o rendimento do trabalhador e geram um ambiente de extrema confiança para novos investimentos”, declara Elias Sfeir.

A análise histórica da concessão financeira demonstra aceleração contínua na Paraíba e desaceleração no cenário nacional em ambos os públicos. No crédito empresarial, o ritmo paraibano evoluiu de 11,7% em junho de 2024 para 14,4% em junho de 2025 e alcançou os 18% atuais em junho de 2026, sempre na comparação com o mesmo mês do ano anterior. No Brasil, o ritmo de avanço diminuiu, passando de 9% para 7,9%.

No financiamento às Pessoas Físicas, o estado subiu de 9,7% em 2024 para 12,9% em 2025 e sustentou os 12,7% em junho de 2026, enquanto a média nacional desacelerou de 12,2% para 10,8%. Cabe registrar que as estatísticas abertas do Banco Central priorizam saldos globais sem discriminar a quantidade total de contratos, inviabilizando o cálculo do valor médio por operação.

Os dados de inadimplência de Pessoas Jurídicas no estado apresentaram um crescimento mais modesto, com avanço de 2,7% em junho de 2026 (ante junho de 2025), somando 92.381 empresas negativadas, frente à alta de 17,16% no Brasil. Entre as Pessoas Físicas, dados dos birôs de crédito indicam que 43,8% da população adulta paraibana possui restrições, nível inferior aos 51% do país, com valor médio de dívida em R$ 5.865,17 na Paraíba ante R$ 6.987,23 no Brasil.

No campo, a inadimplência da população rural paraibana ficou em 9,4%, com destaque para a adimplência de pequenos e médios proprietários, enquanto o setor agropecuário nacional somou mais de 1500 solicitações de recuperação judicial em 2025, reunindo 853 produtores pessoas físicas e 753 pessoas jurídicas em busca de reorganização de custos.

Enquanto a inadimplência e o endividamento merecem cada vez mais atenção no quadro nacional, os dados estaduais mostram um cenário mais favorável, que se reflete no avanço do crédito, sobretudo entre empresas.

“A combinação entre a expansão das concessões financeiras e o nível de endividamento da população em 43,8%, patamar abaixo da média brasileira de 51%, abre caminho para que o crédito financie o desenvolvimento local, aumentando o bem-estar dos consumidores e a capacidade de investimento das empresas”, finaliza o presidente da ANBC.

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