Ministério da Fazenda elege fim da escala 6×1 e combate aos juros altos como metas prioritárias

Ministério da Fazenda elege fim da escala 6x1 e combate aos juros altos como metas prioritárias
Lula e Dario Durigan (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A revisão da jornada 6×1 e a pressão pela queda nos juros formam o pilar do projeto econômico do governo federal para um novo mandato do presidente Lula. A afirmação foi reforçada nesta sexta-feira (21) pelo representante do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista à Rádio Metrópoles, onde ressaltou a sustentabilidade fiscal das ações adotadas pela pasta.

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Ao abordar o impacto do custo do crédito sobre o cotidiano da população, Durigan enfatizou que a questão afeta diretamente o orçamento das famílias, antes mesmo de atingir o Estado ou os setores empresariais.

“Nós estamos longe de ter crise fiscal, crise de dívida, não tem isso. Os juros altos trazem um empecilho para as pessoas. Antes de falar do Estado, das empresas, a gente precisa falar para as pessoas, as pessoas sentem isso”, declarou o ministro na entrevista.

Durigan fez críticas severas às taxas praticadas no crédito ao consumidor, citando especificamente o cartão de crédito e os financiamentos oferecidos por instituições financeiras e empresas de tecnologia financeira.

“Os juros do cartão de crédito são absurdos, são abusivos, nós temos que lidar com esse tema. Os juros que as pessoas pagam no crediário, muitas vezes para as fintechs, é um juro que tem que ser tratado, e esse deve ser, junto com o fim da escala 6 x 1, o nosso enfoque para os próximos anos no Brasil”, completou.

O representante da Fazenda rejeitou as acusações da oposição sobre suposta falta de responsabilidade fiscal do governo Lula. Segundo Durigan, o déficit estrutural do país vem registrando queda contínua e encontra-se atualmente “próximo de zero”.

Em relação à taxa básica de juros (Selic), mantida no patamar de 14% ao ano, Durigan apontou que os conflitos geopolíticos e as guerras ao redor do mundo desempenham papel determinante na decisão da autoridade monetária.

“Quando o Banco Central brasileiro diz que está preocupado com preço e com inflação, não é só com a condição fiscal do país, é com guerra no mundo. Não é só o Banco Central brasileiro, os bancos centrais do mundo todo olham para a guerra, veem um impacto de preço e de oferta e falam ‘opa, vou precisar aumentar juros para a inflação não sair do controle’”, explicou.

Ele atribuiu parte da pressão inflacionária global às ações de potências estrangeiras e suas repercussões no cenário econômico interno: “Então não é o governo brasileiro que gasta, é a guerra feita pelos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preços para o país.”

Por fim, Durigan abordou a regulamentação do setor de apostas de quota fixa. O ministro declarou ser pessoalmente contrário às plataformas de apostas online conhecidas como “bets” e defendeu que o setor passe por um enquadramento tributário rigoroso, semelhante ao aplicado à indústria de cigarros, com incidência de elevada carga tributária.

Crédito: Agência Brasil

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