Uso de apps de banco é a finalidade que mais cresce na internet da Paraíba, diz IBGE

Uso de apps de banco é a finalidade que mais cresce na internet da Paraíba, diz IBGE
(Foto: Reprodução)

O uso de aplicativos bancários e de instituições financeiras foi a finalidade que mais cresceu entre os usuários de internet na Paraíba. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de paraibanos com 10 anos ou mais que acessaram esses serviços digitais saltou para 2,18 milhões em 2025. A alta de 292 mil novos usuários representa um crescimento de 15,5% na comparação com o ano anterior.

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O avanço reflete a crescente relação dos brasileiros com os serviços financeiros digitais a partir do sucesso do PIX e em especial com a adesão cada vez mais cedo de jovens ao sistema financeiro nacional. Nascida em um ambiente conectado, a chamada geração Z tem incorporado ao dia a dia soluções como pagamentos instantâneos, carteiras digitais, crédito e investimentos por meio de aplicativos.

Esse comportamento é observado especialmente no cooperativismo de crédito. Na Paraíba, o número de associados da geração Z no Sicredi cresceu 34,2% em junho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Para o coordenador de Projetos de Desenvolvimento e Planejamento da Central Sicredi Nordeste, Judson Garcia, a maior familiaridade desse público com ferramentas digitais ajuda a explicar o avanço dos serviços financeiros online.

“A geração Z já nasceu em um ambiente digital e tem uma relação diferente com os serviços financeiros. É um público que busca praticidade, atendimento pelo celular e acesso rápido às soluções, mas que também valoriza propósito e participação. O modelo cooperativo permite que o associado seja dono e participe das decisões, o que aproxima esses jovens do cooperativismo de crédito”, afirma.

De acordo com Judson Garcia, a popularização dos pagamentos instantâneos e a maior oferta de serviços digitais ampliaram o contato dos jovens com produtos financeiros e contribuíram para antecipar a entrada desse público no sistema.

“O avanço do Pix, das carteiras digitais e dos aplicativos tornou os serviços financeiros mais presentes no cotidiano. Muitos jovens começaram utilizando ferramentas de pagamento e passaram a buscar outras soluções, como investimentos, seguros e crédito. Isso contribui para uma aproximação mais cedo com as cooperativas de crédito”, diz.

Acesso de jovens a crédito mais que dobra, diz BC

Segundo o mais recente Relatório de Cidadania Financeira, do Banco Central, o número de jovens utilizando cartão de crédito e empréstimo pessoal mais que dobrou, passando de 13,7 milhões em 2016 para 27,6 milhões de pessoas em 2024, crescimento de 101%. O principal avanço ocorreu entre jovens com renda de até dois salários mínimos.

Até 2020, a idade média do primeiro relacionamento com o Sistema Financeiro Nacional era de aproximadamente 35 anos. Desde então, esse indicador vem recuando e chegou a 20 anos em 2024. Para Judson Garcia, a entrada cada vez mais precoce dos jovens no sistema financeiro tende a influenciar a forma como as instituições se relacionam com seus públicos.

“Esse é um público que cresceu conectado e espera experiências simples e integradas. Ao mesmo tempo, valoriza educação financeira e transparência. A presença crescente desses jovens no cooperativismo contribui para renovar a base de associados e ampliar a participação das novas gerações no desenvolvimento das comunidades”, afirma.

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