Em meio a ameaças de greve dos trabalhadores, os Correios optaram por adiar o fechamento de agências. A medida integra o plano de reestruturação da estatal, conduzido desde o ano passado, que engloba também um empréstimo com um grupo de cinco bancos totalizando um montante de R$ 12 bilhões.
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A empresa afirmou que a suspensão é temporária com o objetivo de aumentar o diálogo com os trabalhadores da estatal. Já a venda de imóveis, que também faz parte do plano, foi mantida.
Divergências internas
A possibilidade de greve foi sinalizada por sindicatos de trabalhadores em detrimento de insatisfações relacionadas à reestruturação da companhia. A direção dos Correios apresentou uma proposta de negociação aos sindicatos.
As discussões giram em torno do fechamento estratégico de agências – uma meta de 1.000 unidades que visa poupar R$ 2,1 bilhões, mas que até o momento desativou apenas 256 postos. Para minimizar os impactos e cortar custos, a empresa prepara um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV) voltado a cerca de 7 mil trabalhadores das unidades extintas.

