O setor público consolidado — que reúne as contas da União, Estados, municípios e empresas estatais — registrou um déficit primário de R$ 56,1 bilhões em maio de 2026. O resultado aponta uma alta de 66,3% no rombo fiscal em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo foi de R$ 33,7 bilhões. Os dados constam no relatório “Estatísticas Fiscais”, divulgado pelo Banco Central nesta terça-feira (30).
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O saldo foi puxado principalmente pelo Governo Central, que registrou um saldo negativo de R$ 55,2 bilhões, acompanhado pelos governos regionais (estados e municípios), com déficit de R$ 1,2 bilhão.
Confira a série histórica do setor público no mês de maio nos últimos anos:
- 2022: déficit de R$ 33 bilhões;
- 2023: déficit de R$ 50,2 bilhões;
- 2024: déficit de R$ 63,9 bilhões;
- 2025: déficit de R$ 33,7 bilhões;
2026: déficit de R$ 56,1 bilhões.
Por outro lado, as empresas estatais fecharam o mês no azul, anotando um superávit de R$ 273 milhões. Com o desempenho de maio, o rombo acumulado em 12 meses subiu para R$ 149 bilhões, o equivalente a 1,14% do Produto Interno Bruto (PIB).
O crescimento da Dívida Bruta do Governo Geral, que que engloba o governo federal, o INSS e os entes subnacionais, foi diretamente impactado por esse cenário. O indicador subiu 0,9 ponto percentual em relação a abril, atingindo a marca de 81,1% do PIB, o que representa um montante de R$ 10,6 trilhões.

