Existem tarefas que são difíceis, até ingratas, para cumprirmos. É o caso de emitirmos opinião sobre a edição 236 da Revista Nordeste, editada pelo vanguardismo do intrépido jornalista Walter Santos. Li, reli e, para a minha desdita, não encontro fato significativo para criticar, a não ser alguns poucos aspectos extremamente técnicos e, por isso mesmo, irrelevantes.
Tal fato lembra-me do produtor e crítico musical Sérgio Cabral. Ao produzir Nelson Gonçalves alegava alguns problemas técnicos e refazia a gravação. Nelson, na sua genialidade, fazia a mesma coisa e Cabral, enfim, aprovava. A crítica que posso fazer refere-se à distribuição, enfrentando gigantes como a Veja. Não é fácil!
No entanto, Walter Santos foi talhado para superar obstáculos. De forma mágica consegue, com muita dificuldade, levar a Nordeste aos grandes centros, sofrendo os boicotes mais brutais. Graças à versão disponibilizada na Internet consegue competir com grandes publicações.
Esse processo faz parte do espírito vanguardista e desbravador de Santos. Foi o pioneiro a explorar e viabilizar, na Paraíba, o jornalismo virtual, quando ninguém acreditava nesta modalidade jornalística.
Tecnicamente a Revista Nordeste é bem diagramada, com linguagem escorreita e de fácil entendimento, com matérias complementadas por fotografias que não contradizem o texto, ou seja, as ilustrações não são aleatórias para o leitor “descansar a vista”. São escolhas que demandam experiência e profissionalismo.
Tal experiência dão-lhe autoridade para editar uma revista física, quando a realidade tem postergado o jornalismo impresso, fato que revela que só os corajosos carregam os estandartes nas batalhas. Walter é um guerreiro que acredita e vive o Jornalismo.

