Quando vemos três figuras como Donald Trump, Benjamin Netanyahu e Javier Milei, embora talvez seja um exagero classificar este último como uma liderança mundial, tentando interferir no processo eleitoral brasileiro, nós que defendemos a soberania nacional, somos convocados a reafirmar, nas urnas, um princípio que deveria estar acima das diferenças político-partidárias: o Brasil é dos brasileiros.
Esse sentimento de amor à pátria deve estar acima das divergências políticas e ideológicas. Afinal, não faz sentido que, por vontade própria, submetamos os interesses nacionais aos desígnios de outras nações. Mais grave ainda quando assistimos a movimentos que, na nossa avaliação, buscam ampliar a influência de interesses estrangeiros sobre os países da América Latina, ameaçando sua autonomia e sua soberania.
Os acontecimentos recentes, a nosso ver, levantam sérias preocupações sobre a possibilidade de setores da extrema direita brasileira estarem alinhados a interesses externos, contribuindo para iniciativas que podem comprometer a soberania nacional, a independência política e o controle brasileiro sobre suas próprias riquezas.
O tarifaço anunciado por Trump, a presença do presidente argentino Javier Milei no palanque de uma candidatura presidencial brasileira e suas manifestações políticas em território nacional, além da mensagem em vídeo de Benjamin Netanyahu declarando apoio ao candidato indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado, são fatos que merecem ser analisados com atenção pela sociedade brasileira.
A interferência externa no processo eleitoral brasileiro, venha de onde vier, exige uma resposta firme em defesa da nossa democracia e da nossa soberania. Cabe exclusivamente ao povo brasileiro, por meio do voto livre e consciente, decidir os rumos do país.
Somos uma nação soberana e temos capacidade para escolher nosso próprio futuro. Não precisamos de tutela estrangeira nem de interferência externa para decidir que Brasil queremos construir.
Quando chegar o momento de depositarmos nosso voto nas urnas, que prevaleça a consciência de que o destino do Brasil deve ser decidido pelos brasileiros.
