Seja em transmissões, estádios ou nas camisas dos jogadores, as Bets – casas de apostas esportivas – estão fortemente presentes no mundo esportivo brasileiro. Esse movimento se intensificou nos últimos anos, mas foi a Copa do Mundo 2026 que fez com que a crítica a esse tipo de patrocínio se intensificasse.
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O caso que chamou a atenção nesta semana foi o da CazéTV, canal esportivo online responsável por transmitir todos os jogos do campeonato mundial. Devido a repercussão do excesso das propagandas, o Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), iniciou um processo de investigação para apurar a promoção das apostas durante as transmissões – principalmente através de influenciadores digitais e empresas do setor.
Em relação ao times brasileiros, Flamengo e Corinthians lideram o mercado brasileiro com os maiores patrocínios master de casas de apostas do país. O clube carioca mantém uma parceria de quatro temporadas com a PixBet, avaliada em R$ 470 milhões, enquanto o Corinthians firmou um vínculo de três anos com a Esportes da Sorte pelo valor fixo de R$ 309 milhões.
Cenário paraibano
No estado, as casas de apostas esportivas patrocinam ou já patrocinaram a maioria dos clubes. Essa dinâmica, por um lado, manteve o caixa desses times positivo, já que eles não recebem o mesmo aporte de patrocínio de clubes que integram a Série A do Campeonato Brasileiro, por exemplo.
Times paraibanos que são ou já foram patrocinados por Bets
- Botafogo-PB: Giro Bet
- Treze: Vai de Bet
- Campinense: Vai de Bet
- Sousa: Bet Vip (encerrou o contrato)
- Serra Branca: Pix Bet
- Nacional de Patos: Betino (encerrou o contrato)
Há também os casos das plataformas de sorteios, como é o caso do Belo com o Pix do Milhão e do Nacional de Patos e do Esporte de Patos, ambos com o Pix das Estrelas. Essas empresas não são consideradas casas de apostas e precisam de autorização prévia da Superintendência de Seguros Privados (Susep).
Impactos financeiros
Atualmente, o Brasil vive um cenário crítico de inadimplência. Essa crise, de acordo com especialistas, têm influência das casas de apostas esportivas e de jogos de azar – os cassinos online.
Uma consulta realizada pelo Procon-SP, 40% dos apostadores se endividaram devido aos jogos. Além disso, o mesmo estudo apontou que 52,4% dos entrevistados admitiram já ter comprometido boa parte da renda familiar, recorrendo a investimentos guardados ou empréstimos para continuar jogando.
Já a Confederação Nacional do Comércio (CNC) apontou que o varejo brasileiro deixou de faturar cerca de R$ 103 bilhões em um único ano devido ao redirecionamento dos recursos das famílias para as plataformas de apostas virtuais, afetando diretamente o consumo de itens essenciais.

