Segurança pública é o mínimo que uma gestão deve oferecer ao cidadão

Empresário Leonardo Forte

A segurança pública não é favor. Não é gentileza do governo. Não é uma concessão feita ao cidadão. A segurança é um direito fundamental da população e uma obrigação permanente do Estado.

Nenhum povo pode viver com tranquilidade quando convive diariamente com o medo da violência, dos assaltos, dos furtos, do tráfico de drogas e da criminalidade crescente. Quando a insegurança aumenta, diminui a qualidade de vida, reduz-se a liberdade das pessoas e instala-se um sentimento coletivo de abandono.

Por isso, cada cidadão que se deparar com um problema que afete a segurança de sua família, de seu bairro ou de sua cidade deve denunciar, reclamar, cobrar providências e tornar os fatos públicos. As redes sociais se transformaram em uma poderosa ferramenta de mobilização popular e podem servir para chamar a atenção das autoridades para problemas que muitas vezes permanecem ignorados.

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A população não deve se acomodar diante da violência. Deve se organizar, debater, cobrar e exigir soluções. A mobilização social é um importante instrumento de fiscalização e de pressão legítima sobre o poder público.

Mas é importante deixar claro que a responsabilidade principal não é do cidadão. A responsabilidade é do governo.

Quando os índices de criminalidade aumentam, quando a população passa a viver sob o medo constante da violência, cabe ao governador do Estado agir imediatamente. Cabe ao governador convocar, exigir explicações e cobrar resultados do Comando-Geral da Polícia Militar e do Comando-Geral da Polícia Civil.

É obrigação do chefe do Poder Executivo perguntar o que está acontecendo e identificar onde estão os problemas. Falta efetivo? Falta equipamento? Falta viaturas? Falta tecnologia? Falta treinamento? Falta integração entre as forças de segurança? Falta planejamento? Falta gestão?

Todas essas perguntas precisam ser respondidas com transparência e responsabilidade.

A gestão da segurança pública exige eficiência, metas, acompanhamento permanente e compromisso com resultados. Não basta apenas divulgar números ou fazer discursos. É preciso identificar falhas, corrigir deficiências e oferecer condições adequadas para que os profissionais de segurança possam cumprir sua missão.

Os policiais militares e civis desempenham uma das funções mais importantes da sociedade. Arriscam suas vidas diariamente para proteger a população. Por isso, merecem estrutura, equipamentos, treinamento contínuo e valorização profissional.

Quando um governo foge desse compromisso, transfere para a população o custo da sua ineficiência. E o resultado é conhecido: aumenta o medo, cresce a sensação de insegurança e o cidadão passa a se sentir abandonado pelo Estado.

A Paraíba precisa discutir segurança pública de forma permanente. Cada cidade, cada bairro e cada comunidade devem participar desse debate e cobrar ações concretas das autoridades responsáveis.

Governar também é proteger.

E garantir segurança para a população não é uma opção administrativa. É uma obrigação moral, constitucional e institucional.

Segurança pública é o mínimo que uma gestão responsável deve oferecer ao cidadão.

Forte abraço, saúde e paz.

Leonardo Forte!

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