“PSOL não aceitará”: Olímpio Rocha revela plano da Rede de apoiar Lucas Ribeiro e defende candidatura própria para evitar hegemonia da direita no guia eleitoral

"PSOL não aceitará": Olímpio Rocha revela plano da Rede de apoiar Lucas Ribeiro e defende candidatura própria para evitar hegemonia da direita no guia eleitoral
(Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

A disputa interna na Federação PSOL-Rede ganhou novos contornos na Paraíba. Em declaração exclusiva ao Portal WSCOM, o pré-candidato ao Governo do Estado, Olímpio Rocha (PSOL), revelou que a Rede Sustentabilidade sinalizou a intenção de apoiar a reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP). Olímpio adiantou que o PSOL não aceitará o movimento por haver um veto nacional a alianças com o Progressistas.

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“Fui informado de que haveria a intenção por parte da Rede de Sustentabilidade, que tem maioria na federação aqui, no nosso estado, de cerrar fileiras em torno da candidatura do governador Lucas Ribeiro. Porém, em primeiro lugar, o partido do governador, o Progressistas, é vetado para se coligar com o PSOL. O PSOL, em hipótese alguma, pode se coligar com o PP. É uma diretriz nacional. Até porque o PP, o partido de Ciro Nogueira, maior prócer do bolsonarismo”, explicou.

Diante do racha local, o pré-candidato garantiu que recorrerá a Brasília, onde o PSOL detém a maioria da federação nacional, para assegurar a homologação de seu nome.

“Se for necessário, vamos recorrer à instância nacional, onde, aí sim, o PSOL tem maioria. De modo que nossa candidatura será mantida. […] Nós cremos piamente que o PSOL, que tem maioria, repito, na federação nacional, vai vir e habilitar a nossa candidatura, que já está nas ruas há vários meses, fazendo a defesa do presidente Lula e do povo paraibano […] Porque o povo todo já sabe, inclusive, que só tem Olímpio de esquerda. E é por isso que nós não abriremos mão 1 milímetro sequer de garantir que o PSOL tenha candidatura, de garantir que Lula tenha palanque aqui no nosso estado”, pontuou o pré-candidato.

Por fim, Olímpio classificou uma possível retirada de sua candidatura como um erro estratégico que enfraqueceria o debate político no estado.

“Além disso, seria uma burrice muito grande, não é? Proibir a nossa candidatura de ser homologada. Isso daria espaço para a direita no guia eleitoral. E faria com que o debate ficasse muito mais pobre. […] Ainda que haja tentativas de nos barrar aqui na Paraíba, vamos até a nacional e cremos que nossa candidatura será homologada e seremos, portanto, o governador de estado a partir de 2027”, concluiu.

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