Salário médio na Paraíba cai 1% e estado mantém o 3º pior ganho do país, diz IBGE

Foto: Reprodução

O ganho médio do trabalhador paraibano recuou 1% e fechou o ano de 2024 avaliado em R$ 3.003,29, mantendo o estado com o 3º pior salário do Brasil e do Nordeste. O indicador, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta quinta-feira (25) por meio do Cadastro Central de Empresas (CEMPRE), acende um alerta ao representar apenas 76,4% da média salarial nacional e 97,5% da média da própria região nordestina.

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84,3% das Unidades Locais paraibanas tinham até 4 ocupados e pagavam salários menores

Em 2024, do total de 135.988 unidades locais ativas na Paraíba, 84,3% (114.576 unidades) possuíam até 4 pessoas ocupadas, que responderam por 16,1% (146.614 pessoas) do total de ocupações estadual e 3,3% (R$ 979,7 milhões) da massa de salários e outras remunerações, com salário médio mensal de R$ 1.714, o mais baixo entre as faixas de porte institucional.

Esse levantamento constatou ainda que, à medida que cresce o porte das empresas/instituições, a participação relativa em emprego e remuneração vai aumentando, de forma que as unidades locais que possuíam 500 ou mais pessoas ocupadas, representaram apenas 0,2% (203) do total das Unidades Locais, mas contrataram 38% (346.978 pessoas) do total de pessoal ocupado e 55,5% (R$ 16,6 bilhões) da massa salarial estadual, pagando o maior salário médio mensal (R$ 3.776).

Essa tendência confirma a relação direta entre porte empresarial e rendimento médio, onde as instituições de maior porte tendem a oferecer remunerações mais elevadas.

Desigualdades salariais também se refletem entre os setores de atividade econômica

O CEMPRE 2024 mostrou ainda que entre os setores de atividades (seções da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE), aqueles que tiveram os menores salários médios mensais foram os de Artes, cultura, esporte e recreação (R$ 1.570,35), Alojamento e alimentação (R$ 1.641,79) e Atividades administrativas e serviços complementares (R$ 1.740,31).

Por outro lado, os maiores salários concentram-se em atividades que, em geral, exigem maior qualificação do trabalhador, como atividades financeiras e de seguros (R$ 7.892,72), Educação (R$ 5.311,03), Eletricidade e gás (R$ 4.513,40), Água, esgoto, atividades de gestão de resíduos e descontaminação (R$ 3.948,19) e Administração pública, defesa e seguridade social (R$ 3.680,27).

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