Domingo, 3 de maio de 2026, assinala o centenário do professor Milton Santos, cujas teses sobre a geografia global permanecem extremamente atuais. Baiano, ele preparou-se para teorizar sobre questões da economia e faleceu em 2001, aos 75 anos.
Consta nos compêndios que a teoria de Milton Santos divide a economia urbana em dois circuitos: o superior, concentrado nas grandes empresas, com alto nível de tecnologia, capital e organização; e o inferior, formado por pequenos comércios e serviços, com menor acesso a recursos, mas altamente adaptável às necessidades da população.
A NOTA OPORTUNA DE LULA
A propósito da data relevante, o centenário de Milton Santos, aproveitamos a oportunidade para ressaltar as manifestações do presidente Lula, que se expressou nesta data com observações diferenciadas sobre a trajetória do excepcional geógrafo.
Em publicação em rede social, Lula afirmou que a obra de Milton Santos é essencial para entender as desigualdades da globalização e os potenciais de transformação vindos das periferias. “Pouca gente conseguiu compreender o Brasil como este intelectual baiano que, não por acaso, é considerado um dos mais importantes geógrafos de nosso país – e de todo mundo”, disse o presidente.
A HOMENAGEM DE MARCOS FORMIGA
Neste domingo ainda tivemos manifestação oportuna do professor doutor de economia Marcos Formiga, discípulo de Celso Furtado – outro grande pensador brasileiro :
“Compartilhamos com a familia, amigos , colegas e discipulos do Geografo MILTON SANTOS, a alegria pela sua vida de 75 anos!
Hoje, no Centenário de Nascimento celebramos seu pensamento pioneiro e independente, marcante obra intelectual e ação pública de cidadão exemplar permanecem e continuam a iluminar como legados para as novas e futuras gerações de brasileiros!
TESE PRÓXIMA DE JOSUÉ DE CASTRO
Neste tempo de rememoração da contribuição de Milton Santos, haveremos de inserir neste contexto de reflexões relevantes a participação intelectual de Josué de Castro com sua grande contribuição – “ A Geografia da Fome”, que nos faz lembrar Chico Science a a Nação Zumbi influenciados pela metáfora “homem”.
Traduzido para mais de 25 idiomas, um clássico fundador dos estudos sobre a fome.
Quando ‘Geografia da Fome’ foi publicado pela primeira vez, em 1946, o país passava pelo processo de redemocratização pós-Estado Novo e tentava enfrentar suas fraturas mais evidentes. Decorridos mais de setenta anos, é doloroso notar como elas se aprofundaram.
O autor denuncia a fome coletiva como um fenômeno social presente em todos os continentes, com foco no Brasil. Ele defende que ela é decorrente dos sistemas econômicos e sociais, e não de condições climáticas — argumento que amplia o escopo do debate sobre as raízes do subdesenvolvimento.
EM TEMPO: Alias, esta edição conta com apresentação de Milton Santos e prefácio de Silvio Almeida.
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