A ex-secretária de Direitos Humanos da Paraíba e pré-candidata a deputada federal, Pollyana Werton, afirmou que a nomeação do seu noivo Pedro Ivo para lhe suceder no comando da pasta foi barrada pelo ex-governador, João Azevêdo. Conforme a coluna Conversa Política do Jornal da Paraíba, o ex-chefe do executivo teria dado uma “contraordem” revertendo a nomeação do ex-superintendente da Polícia Rodoviária Federal.
Disputa por espaço político na secretaria
Segundo Pollyana, embora a presidente estadual do PT, a deputada Cida Ramos, tenha colocado o comando da pasta na mesa de negociações em troca do apoio do partido à reeleição do governador Lucas Ribeiro, o PSB de Azevêdo também tem buscado manter o comando da secretaria, considerada estratégica.
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Ex-secretária aponta tratamento desigual
A ex-secretária questionou as razões para ela ser a única a ter sofrido represálias ao decidir deixar o PSB. Pollyana migrou do PSB do ex-governador João Azevêdo para o PP do governador Lucas Ribeiro durante o período de janela partidária.
“Houve uma contraordem, uma espécie de punição porque mudei de partido embora continuo no mesmo grupo, mas isso aconteceu só comigo. Não valeu pra Ricardo Barbosa nem para Rafaella Camaraense que também tem secretarias e mudaram de partidos”, afirmou Werton sobre a situação envolvendo a pasta dos Direitos Humanos.
Expectativa frustrada e permanência no grupo
Pollyana ainda revelou que nutria expectativas de um tratamento diferente do que lhe vem sendo destinado. Conforme a ex-secretária ela deixou uma reeleição considerada como certa à Assembleia Legislativa para disputar uma vaga ao Senado e garantiu seguir no grupo, apesar os acontecimentos recentes. “Sempre fui leal, mas vida que segue”, concluiu.