Um termômetro instalado em uma área urbana de Patos marcou 52°C na tarde desta sexta-feira (6), por volta das 13h, e chamou atenção nas redes sociais. Apesar da repercussão do registro, a temperatura máxima oficialmente registrada na cidade foi de 38,7°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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A diferença entre as duas medições é de aproximadamente 13 graus. De acordo com o instituto, a temperatura registrada na estação meteorológica ficou 2,4°C acima da média das máximas para novembro, que é de 36,3°C.
O Inmet também informou que, nos primeiros seis dias de novembro, não houve registro de temperaturas iguais ou superiores a 40°C em Patos. O maior valor observado no período ocorreu na quinta-feira (5), quando os termômetros oficiais marcaram 39,1°C, índice 2,8°C acima da média climatológica.
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Por que o termômetro de rua marcou 52°C?
Apesar de apontar que a temperatura oficial ficou abaixo dos 52°C registrados no termômetro de rua, o Inmet fez uma ressalva sobre a localização da estação meteorológica utilizada para medir as condições climáticas de Patos. Segundo o órgão, a estação está instalada fora da área urbana, em um ambiente com características diferentes das encontradas no centro da cidade, onde foi feito o registro que circulou nas redes sociais.
Por esse motivo, os dados da estação podem não representar exatamente as condições térmicas enfrentadas pela população nas áreas mais urbanizadas. No centro da cidade, fatores como concentração de construções, pavimentação, pouca presença de áreas verdes e circulação de veículos contribuem para a retenção de calor.
Esse conjunto de características favorece a formação do fenômeno conhecido como ilha de calor urbana, que provoca temperaturas mais elevadas em determinadas regiões das cidades, especialmente durante a tarde e à noite. Assim, mesmo que a medição oficial indique 38,7°C, moradores de áreas mais urbanizadas podem experimentar condições de calor ainda mais intensas.
El Niño contribui para temperaturas elevadas na Paraíba
O Inmet também apontou o El Niño como um dos fatores associados às temperaturas elevadas e à baixa cobertura de nuvens observadas em Patos. O fenômeno faz parte do ENOS (El Niño-Oscilação Sul), sistema climático que apresenta duas fases principais: El Niño e La Niña.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, com aumento de pelo menos 0,5°C em relação à média de referência. Essa alteração na temperatura dos oceanos interfere nos padrões de circulação atmosférica e pode modificar o regime de chuvas e as temperaturas em diferentes regiões do planeta.
Segundo o Inmet, o fenômeno vem se intensificando e alcançou a categoria de muito forte, considerada a mais elevada da classificação utilizada pelo órgão. A expectativa apresentada pelo instituto é de que o El Niño continue influenciando as condições climáticas da região até o primeiro semestre de 2027.
Com isso, o Sertão paraibano permanece sob influência de condições que favorecem temperaturas elevadas, exigindo atenção da população aos períodos de calor mais intenso.

