O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou um vídeo nas suas redes sociais, nesta quinta-feira (8), criticando o seu adversário nas eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro, que propõe o corte de cerca de R$ 200 bilhões no orçamento federal. O impacto nos programas sociais como Farmácia Popular, Pé-de-Meia, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo, de acordo com o presidente, vai afetar diretamente a população de menor renda e preservar a elite brasileira.
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp
Inscreva-se na newsletter do WSCOM
Entre no nosso grupo exclusivo
“Bem, você já viu meu adversário dizendo que vai cortar R$ 200 bilhões do orçamento. Quando ele fala em cortar R$ 200 bilhões, você sabe do que eles vão cortar? Vão cortar do Pé-de-Meia, do Farmácia Popular, do Minha Casa, Minha Vida, da merenda escolar, do Gás do Povo… Não vão dar aumento do salário mínimo para os trabalhadores acima da inflação e não vão dar aumento do salário mínimo para os aposentados. É isso que eles vão cortar, porque toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, ele corta do povo, corta do sangue do povo e não corta dos ricos. Nós fizemos o contrário. E por isso vamos manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais”, declarou o presidente Lula.
A declaração do presidente ocorre em meio aos estudos da equipe responsável pelo programa econômico de Flávio Bolsonaro para a elaboração de um pacote de medidas fiscais. O plano da candidatura do PL é focado na contenção das despesas obrigatórias da União para viabilizar um ajuste fiscal inicial da ordem de 2% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 250 bilhões. A meta corresponde a grande parte do esforço estimado por economistas para conter o avanço da dívida pública bruta, sendo vista por assessores como um sinal necessário para reduzir a percepção de risco no mercado financeiro, aliviar a pressão sobre os juros e estabilizar as contas públicas.
No entanto, as propostas em análise atingem diretamente os aposentados e os pisos constitucionais da saúde e da educação. O núcleo do plano econômico da oposição mira as maiores rubricas do Orçamento federal: a desvinculação dos reajustes da Previdência Social e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) em relação aos ganhos reais do salário mínimo, além do fim das regras constitucionais que atrelam os gastos obrigatórios com saúde e educação ao comportamento das receitas federais.
Pela estratégia que vem sendo elaborada pelos assessores do candidato do PL, caso haja concessão de aumento real (acima da inflação) para os trabalhadores da ativa, o reajuste das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do BPC poderia ser menor ou ficar limitado estritamente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Em contrapartida, Lula garantiu que sua gestão continuará priorizando a manutenção e o aprimoramento dos investimentos sociais do país.
Confira o vídeo:
Quando eles falam em cortar R$ 200 bilhões do orçamento, você sabe de onde eles vão cortar? Do Pé-de-Meia, do Farmácia Popular, do Minha Casa, Minha Vida, da merenda escolar, do Gás do Povo. E não vão dar aumento acima da inflação para trabalhadores e aposentados.
Toda vez que alguém da elite fala que vai cortar, eles cortam do sangue do povo e não dos ricos. Nós vamos manter e aprimorar todas as nossas políticas sociais.
Compartilhe!
— Lula (@LulaOficial) October 8, 2026
