O período eleitoral pode representar uma oportunidade para impulsionar o faturamento de muitos empreendedores brasileiros. A movimentação impacta desde os empreendimentos mais tradicionais até aqueles que enxergam nas eleições uma possibilidade de inovação.
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Segundo dados da Associação Brasileira de Mídia Física (Abigraf), entre os pleitos de 2022 e 20224, mais de um terço da indústria gráfica nacional trabalhou com a impressão de material para campanha, sendo 34,3% em 2022 e 37,2% em 2024. Para a porcentagem que participou, o período eleitoral representou um adicional superior a 20% no faturamento.
Os registros também apontam que, durante as eleições gerais, 27,1% das empresas chegam a registrar alta superior a 30% no faturamento com a produção de santinhos (93,1%), folhetos (84,5%) e colinhas (69%).
Oportunidade chega nas calcinhas
Por outro lado, no varejo independente, a oportunidade eleitoral se converte em mídia e atração de novos clientes. Um exemplo dessa realidade vem do mercado de confecção e moda íntima de Campina Grande. A empresária Raquel Andrade, da Miss Lingeriie, transformou o debate político nas redes sociais em um produto chamariz ao personalizar peças íntimas com nomes de candidatos à presidência da República e ao governo da Paraíba.
“No começo, foi realmente uma brincadeira e uma forma de aproveitar um assunto que estava movimentando as redes sociais, Eu não imaginava que teria uma repercussão tão grande”, revelou a empreendedora em entrevista exclusiva ao Portal WSCOM.
Ela destacou que o movimento nas redes se traduziu em vendas reais em seu empreendimento com o aumento da procura por parte dos novos clientes.
“Houve muito mais pessoas entrando em contato, perguntando sobre valores, personalização e formas de fazer o pedido. Além das próprias calcinhas com nomes de candidatos, esse movimento trouxe novos clientes para a loja e aumentou a procura por outros produtos também”, explicou.
A popularização das peças, além de trazer clientes para conhecer novos produtos, também resultou na demanda real pelo produto.
“A reação tem sido muito divertida. Tem gente que compra para brincar com amigos, para presentear alguém e também quem quer usar como uma forma descontraída de demonstrar sua preferência política”, comentou Raquel.
“A principal lição é que o pequeno empreendedor precisa estar atento ao que está acontecendo ao seu redor e ter coragem para aproveitar as oportunidades. Às vezes, uma ideia simples, feita no momento certo, consegue alcançar muito mais pessoas do que uma publicidade tradicional”, concluiu a empreendedora.
