Força do Comércio: Setor injeta R$ 95,3 bilhões na economia da Paraíba e emprega 126,8 mil trabalhadores

Força do Comércio: Setor injeta R$ 95,3 bilhões na economia da Paraíba e emprega 126,8 mil trabalhadores
(Foto: Reprodução)

O setor comercial da Paraíba gerou R$ 95,3 bilhões em receita bruta e empregou 126,8 mil trabalhadores em 2024. É o que apontam os dados da Pesquisa Anual do Comércio (PAC), divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo mostra que 20,2 mil empresas formais do Estado injetaram R$ 3,3 bilhões na economia em salários e remunerações, alcançando uma margem de comercialização de R$ 18 bilhões.

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O IBGE conduz, desde 1996, a PAC, que fornece um panorama detalhado das características estruturais do segmento empresarial da atividade de comércio no Brasil, auxiliando pesquisadores, entidades de classe e diferentes esferas de governo no planejamento econômico. As atividades comerciais são divididas primordialmente em três grandes segmentos, baseados nas divisões da Classificação Nacional de Atividades Econômicas – CNAE 2.0.

A PAC 2024 apresenta uma interrupção (“quebra”) na série histórica iniciada em 2007, em razão de mudança na metodologia de identificação das empresas ativas, que até 2023 era feita com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). A partir de 2024, essa informação deixou de ser disponibilizada na RAIS, em decorrência de sua substituição pelo Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas, o eSocial. Com isso, o IBGE passou a adotar um critério combinado de exclusão de unidades empresariais inativas, o que alterou a composição do universo das empresas ativas da pesquisa.

Contingente de trabalhadores é maior no segmento varejista

O levantamento constatou que as 126,8 mil pessoas ocupadas no comércio formal paraibano, em 31 de dezembro de 2024, representavam 7% de participação no total de 1,8 milhão de pessoas ocupadas no setor nordestino, ficando com a quinta posição na região e a 17ª no contexto nacional, com participação de 1,2% no total de 10,6 milhões de ocupados no comércio brasileiro. Desse montante de pessoas ocupadas no comércio formal paraibano, 72,1% (91,4 mil pessoas) trabalhavam no comércio varejista, 18,5% (23,4 mil pessoas) no comércio atacadista e os 9,4% (12 mil) restantes no comércio de veículos, peças e motocicletas.

Massa salarial do comércio paraibano representa 0,9% do total nacional e 6,7% do regional

Em 2024, o total de R$ 3,3 bilhões gastos com salários, retiradas e outras remunerações no comércio formal paraibano representou 6,7% da massa salarial do comércio na região Nordeste (R$ 49,5 bilhões) e 0,9% do total nacional (R$ 369,2 bilhões). Com esse resultado, a Paraíba ocupou a sexta posição em participação regional e a 19ª colocação no contexto nacional.

Em relação à distribuição desse valor total gasto com salários, retiradas e outras remunerações no comércio paraibano, por segmento de atividade, a pesquisa revelou que 64,5% (R$ 2,12 bilhões) são oriundos do comércio varejista, 24,5% (R$ 805,9 milhões) são do comércio atacadista, e os 11,1% restantes (R$ 363,6 milhões) é o montante pago no comércio de veículos, peças e motocicletas.

Salário médio mensal é maior no segmento atacadista e menor no varejista

Em 2024, o salário médio mensal pago pelas empresas formais comerciais na Paraíba foi de 1,4 salário mínimo, inferior às médias brasileira (1,9 salário mínimo) e nordestina (1,5 salário mínimo). Entre os segmentos do comércio paraibano, observou-se que a melhor remuneração foi registrada no comércio atacadista, com média de 1,9 salário mínimo, seguido pelo comércio de veículos, peças e motocicletas, com 1,7 salário mínimo, enquanto o comércio varejista apresentou o menor valor, com 1,3 salário mínimo.

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