O movimento político conhecido como bolsonarismo decidiu continuar apostando na estratégia e na retórica de estimular o ódio ao Lula e ao PT como forma de enfrentar o escândalo em que se envolveu o herdeiro “número 1” do clã, alçado para a condição de disputar a eleição para a Presidência da República. No entanto, essa maneira de responder aos danos causados à imagem do candidato não tem sido bem aceita. A reação no próprio espectro da direita é de surpresa, insatisfação e crítica ao comportamento dos filhos do ex-presidente em relação ao episódio.
Nem poderia ser diferente. A mentira mal construída desmoraliza-se em pouco tempo, e é exatamente o que vem acontecendo. Fiéis seguidores do bolsonarismo e integrantes da “direita civilizada”, por assim dizer, vêm demonstrando incômodo com os fatos recentes que, comprovadamente, têm prejudicado a campanha não só do próprio Flávio, mas de todos que se postavam, até aqui, no mesmo palanque.
O candidato transformou-se em uma companhia política tóxica. Só os mais radicais, conhecidos como “bolsominions”, teimam em não enxergar o óbvio. É impossível para alguém com o mínimo de consciência crítica não perceber que a candidatura do “01” entrou em um mar revolto, em razão do flagrante caso de corrupção e das reiteradas contradições em que a família se mete a cada dia.
Eles imaginam, então, que, intensificando o discurso do antilulismo, possam sair dessa enrascada. Contudo, os eleitores que resistiam a admitir que os filhos do ex-presidente praticam uma política voltada aos interesses familiares, em detrimento dos interesses nacionais, já começam a desconfiar que marchavam no caminho das falsas ilusões. A verdade é que, queiram ou não os fanáticos da extrema-direita bolsonarista, o barco está naufragando, o que termina sendo um bem para o país.
