Nesta data, há cem anos nascia Maurílio Augusto de Almeida, filho de Pedro Augusto de Almeida e Maria Eulina de Almeida. Esta era filha de Antônio Rocha e neta do comendador Felinto Florentino da Rocha, filho de Estevam José da Rocha, o Barão de Araruna.
Como ocupante da Cadeira nº 7 da Academia Paraibana de Letras, anteriormente ocupada por Maurílio, e também titular da cadeira que o tem como patrono na Academia Bananeirense de Letras, considero minha missão não permitir que seu nome seja esquecido. Nisso reside a essência da imortalidade acadêmica.
Neste momento, encontro-me em minha residência, em Bananeiras, cidade natal de Maurílio, justamente na casa onde ele viveu até os doze anos de idade. Por estes corredores ele caminhou; sobre este piso, assentado por seu pai, permanecem vivas as lembranças desse grande paraibano.
Autor de diversas obras, professor da nossa Universidade e responsável por um legado intelectual, médico e cultural que engrandece a história da Paraíba, Maurílio deixou uma marca indelével em sua terra e em seu tempo.
Maurílio vive. Vive na memória de seus leitores, na obra que produziu, nas instituições que ajudou a engrandecer e no exemplo que legou às gerações futuras. Afinal, conquistou a verdadeira imortalidade.
