Ministério Público mira descarte irregular de lixo pela construção civil em João Pessoa

Imagem Ilustrativa

 O Ministério Público da Paraíba instaurou, nesta terça-feira (5), um procedimento administrativo para acompanhar e fiscalizar a política de gerenciamento de resíduos sólidos e resíduos da construção civil em João Pessoa. A medida foi adotada pela 43ª promotora de Justiça da Capital em substituição, Cláudia Cabral Cavalcante.

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O objetivo é identificar falhas estruturais no sistema de coleta, localizar pontos de descarte irregular de lixo e entulho, responsabilizar geradores e fortalecer a atuação integrada dos órgãos públicos.

Segundo o procedimento, o Ministério Público identificou aumento significativo na geração de resíduos sólidos na capital, além da ampliação de práticas de descarte irregular em vias públicas, praças, terrenos públicos, áreas urbanas e na orla marítima.

A promotora aponta que o problema estaria relacionado principalmente à atuação de geradores de médio porte e transportadores informais, que deixam de realizar a destinação ambiental adequada dos resíduos, transferindo ao poder público os custos da coleta e limpeza urbana.

O documento também destaca que a situação tem relação direta com o crescimento urbano, turístico, populacional e econômico de João Pessoa, além da expansão da construção civil e da deficiência na fiscalização integrada entre os órgãos responsáveis.

Emlur terá 15 dias para apresentar informações

O Ministério Público determinou que a Emlur apresente, em até 15 dias, uma série de informações e relatórios técnicos sobre o gerenciamento de resíduos na capital.

Entre as exigências estão:

  • mapeamento georreferenciado de toda a cidade;
  • identificação de pontos regulares e irregulares de descarte;
  • indicação dos bairros com maior incidência do problema;
  • identificação de responsáveis pelos descartes;
  • uso de ferramentas como drones para monitoramento.

O MP também requisitou um diagnóstico completo da situação dos resíduos sólidos em João Pessoa, incluindo comparação da evolução da coleta nos últimos cinco anos e dados sobre o aumento do descarte irregular de resíduos da construção civil.

Fiscalização de eventos e obras também será analisada

Outro ponto solicitado pelo Ministério Público envolve a fiscalização dos planos de gerenciamento de resíduos em estabelecimentos comerciais, eventos públicos e privados, corridas de rua e atividades esportivas.

A promotora também pediu esclarecimentos sobre:

  • funcionamento do sistema de coleta diária;
  • cronograma de recolhimento por bairros;
  • demanda do aterro sanitário;
  • descarte de resíduos de obras públicas;
  • situação das empresas contratadas para coleta;
  • número de cooperativas e associações de catadores em atividade na capital.

Audiência vai reunir órgãos da Prefeitura

Uma audiência sobre o tema foi marcada para o dia 19 de maio, às 10h, na sede da Ministério Público da Paraíba.

Devem participar representantes da Emlur, das secretarias municipais de Infraestrutura, Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano, além da Vigilância Sanitária e da Procuradoria-Geral do Município.

O Ministério Público alertou que o descumprimento das requisições poderá resultar em medidas administrativas e judiciais.

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