A missão insubstituível do Ser Pai em meio ao secular desvio de função, mas há sempre tempo de melhorar

Para Mano Duda, Olivia e Flávia (in memorian)

É sabido desde sempre que a filosofia serve para entendermos bem a função social das pessoas e dos personagens fundamentais da sociedade, a exemplo do Ser Pai – nesta data em evidência -, Mãe Avô, Avó, Filho, Filha, etc, mas na reflexão de hoje vamos nos mirar nos dados estatísticos da realidade brasileira na relação com os Pais especificamente.

Segundo pesquisas, o fato é que
os dados estatísticos provam que a ausência da figura paterna marcou a infância e a adolescência de metade dos brasileiros das classes D e E, conforme Instituto Locomotiva.

Ao mesmo tempo, o levantamento identifica uma mudança significativa na percepção sobre a paternidade: a maioria considera que pais e mães devem compartilhar o cuidado, o afeto e a formação emocional dos filhos.

Tem mais: estudo mostra que, mesmo entre brasileiros que cresceram sem a presença constante do pai, existe o reconhecimento de que a participação paterna deveria ir além do sustento financeiro e incluir diálogo, acolhimento e envolvimento cotidiano.

A REALIDADE NUA E CRUA

Não há filosofia mais profunda a servir de referência geral do que o exemplo de Casa, da origem mater, cujo saldo serve de fator determinante em se conviver com o histórico de cada Homem transformado em Pai com responsabilidades e satisfações emocionais por todo o tempo sob a força e influência da Educação sadia, sobretudo nos tempos de intromissão do Digital na cabeça dos jovens.

Se for levar em conta a realidade nua e crua histórica da Família em torno de mim, Duda, Maísa, Ethel e cia devemos concluir com dados comprovados que nossos filhos são melhores do que nossa geração em cuidar mais e melhor dos filhos. E são melhores também como Pais. Mas nós não decepcionamos, ao contrário, elevamos o nível.

Este é um saldo fantástico porque mesmo travados pelas estatísticas gerais da ausência paterna, eis a dura realidade, fomos quem na adversidade soube construir a superação diante de dores sentidas, mas a exigir de nós como Pai, um saldo – resultado infinitamente melhor do que vivemos anteriormente.

A educação movida por outros fatores de cuidado emocional permanente e de melhoria nas condições de sobrevivência nos fez avançar no quesito de qualidade na missão extraordinária de ser Pai.

GRATIDÃO

Só sei que há tempo de gerar agradecimentos posto que chegar a esta fase da vida merecendo valorizar e comemorar a condição paterna é realidade estimulante onde, mesmo com possíveis erros, acertamos efetivamente e positivamente muito mais.

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