A Paraíba registrou 4.433 casos prováveis de arboviroses entre 1º de janeiro e 4 de julho de 2026, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB) nesta sexta-feira (10).
Siga o canal do WSCOM no Whatsapp.
Do total, 4.292 casos são de dengue, 138 de chikungunya e três de zika. O estado também confirmou seis mortes por dengue, nos municípios de Sumé, Alagoa Nova, Bayeux, Campina Grande, João Pessoa e Monteiro.
Outras dez mortes seguem em investigação. A Paraíba não tem casos confirmados de febre do Oropouche neste ano.
Apesar da redução em relação ao mesmo período de 2025, a SES-PB alertou para o aumento das notificações nas últimas cinco semanas.
Até a 26ª Semana Epidemiológica, o estado teve queda de 14% nos casos prováveis de dengue e de 70% nos registros prováveis de chikungunya e zika.
SES-PB cobra prevenção
Segundo a técnica responsável pela Vigilância das Arboviroses da SES-PB, Carla Jaciara, o cenário exige manutenção das ações de prevenção.
“Os indicadores mostram uma redução importante dos casos de arboviroses quando comparados ao mesmo período de 2025. No entanto, nas últimas cinco semanas epidemiológicas observamos um aumento significativo das notificações, em um período considerado atípico, possivelmente influenciado por alterações climáticas, o que reforça a necessidade de mantermos as medidas de prevenção e vigilância em todo o estado”, destacou.
As maiores incidências de arboviroses estão concentradas na 7ª, 8ª e 11ª Regiões de Saúde.
Cuidados contra o mosquito
A SES-PB orienta a população a eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas e ralos e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias.
Em caso de febre alta, dores no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele ou mal-estar intenso, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.
A secretaria também mantém, em parceria com os municípios, o uso de ovitrampas, armadilhas que ajudam a identificar a presença do mosquito Aedes aegypti e direcionar ações em áreas de maior risco.
“As ovitrampas permitem identificar, de forma antecipada, as áreas com maior circulação do Aedes aegypti, possibilitando ações de controle com mais precisão e eficiência”, destacou o chefe do Núcleo de Fatores Biológicos e Entomologia da SES-PB, Nilton Guedes.
