Justiça Eleitoral suspende divulgação de pesquisa que indicava queda de intenção de voto para Flávio Bolsonaro

Justiça Eleitoral cumpriu determinação do ministro Nunes Marques que decidiu pela suspensão de pesquisa AtlasIntel

A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral da AtlasIntel que apontava queda nas intenções de voto do senador . A decisão foi proferida pelo ministro , do , e divulgada nesta segunda-feira (8).

O levantamento indicava uma redução de cinco pontos percentuais no desempenho eleitoral do parlamentar. Com a decisão, a AtlasIntel está impedida de manter os resultados da pesquisa em seus canais oficiais até que o caso seja analisado pelo plenário da Corte. O julgamento está previsto para ocorrer nesta terça-feira (9).

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Questionamentos sobre o questionário

Ao analisar a ação apresentada pelo , Nunes Marques considerou haver indícios de comprometimento da metodologia empregada no levantamento, especialmente em razão da estrutura do questionário aplicado aos entrevistados.

Segundo o partido, das 49 perguntas formuladas, oito abordavam diretamente o Banco Master e foram apresentadas de forma sequencial, o que poderia influenciar a percepção dos participantes antes da aferição da intenção de voto.

A legenda também argumentou que o questionário apresentava uma progressão temática envolvendo temas como disputa eleitoral, comparações entre o presidente e Flávio Bolsonaro, supostas fraudes financeiras, o Banco Master, o empresário , conversas vazadas e eventual impacto desses assuntos sobre a candidatura do senador.

Outro ponto levantado pelo PL foi a utilização de um áudio durante a pesquisa. De acordo com a legenda, o material não poderia ter sido empregado sem comprovação de sua autenticidade.

Ministro vê risco de indução de respostas

Na decisão, Nunes Marques afirmou que a metodologia utilizada pode ultrapassar a finalidade meramente informativa de uma pesquisa eleitoral.

Segundo o magistrado, a sequência de perguntas tem potencial para criar um contexto capaz de influenciar as respostas dos entrevistados, transformando o instrumento de medição em um mecanismo indireto de propaganda negativa.

O ministro também destacou que a controvérsia não se limita a divergências metodológicas comuns entre institutos de pesquisa.

De acordo com a decisão, há uma alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução dos entrevistados, circunstância que justificaria a adoção da medida cautelar até apreciação definitiva do caso pelo plenário do TSE.

Comparação com outros levantamentos

Ao fundamentar a suspensão, Nunes Marques observou ainda que outras 27 pesquisas realizadas pela AtlasIntel não utilizaram questionários com conteúdo semelhante nem recorreram à veiculação de áudio durante as entrevistas.

O levantamento questionado ouviu 5.032 eleitores em todo o país entre os dias 13 e 18 de maio. Segundo a AtlasIntel, a pesquisa possui margem de erro de um ponto percentual e nível de confiança de 95%.

A decisão tem caráter provisório e ainda será submetida ao referendo dos demais ministros do TSE.

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