Cabedelo: Walber diz que já esperava decisão e ainda acredita na cassação da chapa de Edvaldo: “Temos que ter paciência”

Walber Virgolino
Foto: Reprodução

O deputado estadual Walber Virgolino (PL) afirmou nesta quarta-feira (22) que já esperava a rejeição do pedido apresentado à Justiça Eleitoral para suspender a diplomação dos eleitos em Cabedelo e impedir a posse da chapa formada por Edvaldo Neto e Evilásio Cavalcanti, ambos do Avante. A manifestação ocorreu depois de a juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 57ª Zona Eleitoral, manter a diplomação dos dois candidatos e afastar, por ora, a possibilidade de posse do segundo colocado no pleito.

“Eu recebo [a decisão] com serenidade. A juíza, mais uma vez, comprova seu conhecimento jurídico e o bom-senso. Claro que nós esperávamos a tutela antecipada, mas sabíamos que era difícil. Os outros pedidos foram acatados”, disse.

Na decisão proferida no domingo (19), a magistrada entendeu que ainda não há prova suficiente, em caráter definitivo, para suspender a diplomação e a posse. Ao mesmo tempo, ela autorizou a inclusão de novos fatos da Operação Cítrico na Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), admitiu o uso de provas da investigação criminal e permitiu a inclusão de novas testemunhas. Já Edvaldo permanece impedido de exercer o cargo por causa da decisão da Justiça criminal que o afastou, embora a diplomação dele e do vice esteja mantida para 25 de maio.

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Mesmo com a negativa ao pedido principal, Walber sustentou que a própria decisão reforça a gravidade do caso.

“Pelas próprias palavras da juíza, na decisão, vemos que é um caso sério que envolve complexidade nas investigações. Eu acredito que essa chapa será cassada e essas pessoas serão indiciadas não só no criminal, mas também irão responder eleitoralmente”, afirmou.

A juíza também rejeitou o pedido para que o próprio Walber assumisse a Prefeitura, por entender que não há previsão legal para essa hipótese, e negou neste momento medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal e bloqueio de bens, por ausência de elementos suficientes.

Na avaliação do parlamentar, a ação ainda está em fase inicial e deve ter novos desdobramentos.

“Eu confio no trabalho da Justiça e do Ministério Público, que vai entrar eleitoralmente contra a chapa. Esse é o primeiro passo. Muita coisa vai acontecer ainda e a gente tem que ter paciência, serenidade e confiar nas instituições e nas autoridades”, disse.

Operação Cítrico

Edvaldo Neto foi eleito prefeito de Cabedelo na eleição suplementar de 12 de abril, mas acabou afastado dois dias depois no âmbito da Operação Cítrico. A investigação apura suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação com organização criminosa.

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