Empresas dos setores de energia eólica e solar, consideradas energia limpa, estão reavaliando sua atuação no Nordeste, incluindo a Paraíba, diante de mudanças econômicas e regulatórias recentes. A análise ocorre em meio ao aumento de custos operacionais e à revisão de incentivos fiscais, fatores que vêm alterando a atratividade da região para novos projetos.
Apesar de o Nordeste concentrar as melhores condições naturais para geração de energia renovável no país, representantes do setor apontam dificuldades como o crescimento mais lento da demanda e o chamado “curtailment”, quando há limitação na distribuição da energia produzida.
Estudos de associações do setor indicam que bilhões em investimentos já foram suspensos ou não concretizados nos últimos anos. A tendência preocupa governos locais, uma vez que a cadeia produtiva das energias renováveis tem impacto direto na geração de empregos e no desenvolvimento regional.