Preço do diesel sobe na Paraíba em meio à crise internacional, mas estado registra menor alta do país

Mesmo com aumento de 14,62%, abaixo da média nacional, impacto da guerra no Oriente Médio já pressiona custos e ainda não reflete redução de tributos nas bombas

Foto: Reprodução

O preço do diesel no Brasil chegou a média de R$7,22 nesta quarta-feira, de acordo com informações da TruckPag, empresa responsável pela gestão de frotas. No final de fevereiro, ainda no início da guerra do Oriente Médio, o preço estava em média de R$5,74.

O levantamento da empresa levou em conta mais de 143 mil transações de compra de diesel em 4.664 postos. Entre esses postos, 94% estão em rodovias e 81,9% dessas transações foram feitas por caminhões, nos últimos 30 dias.

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A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já havia registrado, na última semana, um crescimento de 11% no preço do diesel,  em relação à semana anterior. Os dados da agência são publicados semanalmente, sendo os preços coletados nos três primeiros dias úteis da semana. Geralmente, são analisados e divulgados na sexta-feira. Porém, o atraso das coletas podem gerar variações bruscas. 

“Num choque como esse, onde os preços subiram quase 1% ao dia, essa janela de atraso da ANP é significativa”, informa Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. Ele ainda ressalta que, na prática, os dados mostram que o preço transacionado no posto já subiu quase R$1,50 na média nacional desde 28 de fevereiro.

Aumento dos preços nos estados

Desde do dia 28 de fevereiro o levantamento da TruckPag mostra que alguns estados tiveram subidas significativas. No Nordeste, o Piauí teve alta de 28%. Enquanto a Paraíba teve o menor aumento de todos os estados do Brasil, com 14,62%. A variação do preço do diesel no estado paraibano foi de R$5,89 durante a pré-guerra para R$6,36 na semana anterior.

Enquanto isso, na região Norte, Tocantins teve o maior aumento, com 37,1%. No Centro-Oeste, Goiás alcançou a maior subida, com 29,2%. No topo do Sudeste, São Paulo com 27% e na região sul, Santa Catarina, com 29,9%.

“Cerca de 30% do diesel consumido no Brasil é importado e precificado direto no mercado internacional. Quando o barril sobe 80% em 20 dias, esse diesel chega mais caro no porto e a distribuidora não tem como absorver. O repasse vai para o posto, e do posto vai para o transportador”, informa Seefeld.

O governo federal divulgou, nas últimas semanas, diminuição de tributos e um subsídio de R$ 0,32 para o diesel. Mas o efeito ainda não chegou nas bombas dos postos.

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