É a grande mídia quem pontifica: o presidente da Câmara Federal, Hugo Motta, anda incomodado com a ratificação, pelo presidente Lula, do apoio renovado à reeleição do senador Veneziano Vital na Paraíba, na disputa de 2026.
Se repararmos bem, é conhecido o posicionamento de Lula também em relação ao ex-governador João Azevêdo, com quem o presidente nutre um relacionamento de respeito há tempos por sua performance à frente do governo paraibano.
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Hugo Motta tem seus motivos para queixas, mas ninguém tem mais tempo para ignorar causas e efeitos da conjuntura — também no caso senatorial diante da candidatura de Nabor Wanderley —, mas o histórico de Veneziano está construído à base de uma fidelidade e de um comprometimento reconhecidos com o governo Lula.
Não é à toa a performance de Vené como líder da Maioria no Senado Federal, cumprindo o papel de quem contribuiu efetivamente com muitos processos e votações determinantes; daí a consolidação do apreço político e eleitoral do presidente em momentos decisivos para o futuro do governo.
De fato, a conjuntura induz reações diferentes, mas, no caso em tela, a ordem de prioridade vai além das circunstâncias temporais a partir de compromissos políticos que merecem compreensão lógica.
Pode ser duro, especificamente em alguns casos, mas é a realidade se impondo. Ordem de antiguidade constatada.
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“O olho que existe/ é o que vê”
