Ninguém de sã consciência duvida da força legal e ética do digno Tribunal Regional Eleitoral volta e meia com seu presidente / desembargador Márcio Murilo dialogando com os aparatos policiais construindo táticas comuns em defesa da Democracia. Mesmo assim, não temos dúvidas em reafirmar que se faz indispensável redobrar as ações firmes contra o domínio do crime organizado no âmbito territorial no estado.
Antes de abordar a força legal do Orçamento Democrático nos vários municípios, lembremos que a constatação da presença do crime organizado não se dá apenas em Cabedelo, portanto a merecer atenção redobrada para a Grande João Pessoa – incluindo bairros da Capital – porque o caso é muito sério.
Há relatos confirmando, por exemplo, que em bairros como Mandacaru existem áreas que só entram pessoas sob a autorização absurda dos líderes de facçoes. Pior: a Polícia monitora e sabe do que estamos afirmando. Em síntese, precisamos reestabelecer o direito de ir e vir diante da anomalia.
ODE poderoso
Na Paraíba, quem inventou o Orçamento Democrático foi o ex-governador Ricardo Coutinho aperfeiçoado pelo ex-governador João Azevêdo e agora obtendo louros e repercussão o governador Lucas Ribeiro.
Antes de mais nada é preciso levar em conta se tratar de medida legal, mesmo assim não há como negar que a aplicação do instrumento em ano eleitoral próximo da disputa de fato desequilibra contra possíveis adversários.
Impressiona a força do ODE, sobretudo na atual fase política daí explicar com números a ascensão e/ou crescimento da candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro.
E agora?
Na prática, eis uma conjuntura legalmente posta, mas abrigando efeitos sócio-econômicos reais num período excepcional de disputa a interferir no processo eleitoral.
Eis o resumo da ópera.
Última
“O olho que existe/ é o que vê”
