Não precisa ser pernambucano para saber e reconhecer a capacidade histórica de Miguel Arraes e Eduardo Campos — algo que falta enormemente na trajetória agora abalada do pré-candidato João Campos, sendo tragado pela força estratégica da candidata à reeleição, Raquel Lyra.
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Não adianta questionar as pesquisas, porque a mudança de rumo na sucessão pernambucana tem explicação constatada por cabeças pensantes do PSB, ignoradas no percurso por João Campos. Ele agora corre atrás do prejuízo por ter optado tomar decisões com neófitos da política movidos pela cultura digital.
Como virou fenômeno nas redes sociais, isso levou o dinâmico candidato socialista a não dar nenhuma atenção às pessoas ligadas ao núcleo raiz da história de Arraes e Eduardo — em tese, fugindo da “velha política”. O saldo disso foi ver sua adversária, muito hábil, comer pelas beiradas (do interior para a capital), superando o ex-imbatível João Campos.
Além do erro crasso de ignorar a velha guarda que sabe fazer política, João Campos ainda tem tratado muito mal o PT e sua representatividade em Pernambuco. Assim, é querer pedir para perder.
Como se observa, a governadora tem sabido costurar apoios políticos da velha guarda, melhorando, em especial, sua campanha de mídia digital numa proporção que incomoda e supera os nerds de João Campos — que, como dito, corre atrás do prejuízo buscando os cabelos brancos ignorados por sua campanha.
O fato é que a sucessão em Pernambuco virou, devendo gerar nos próximos meses uma disputa espetacular. Mas, diante dos dados de hoje, não adianta questionar pesquisas, pois a governadora está em ascensão comprovada. Eis o resumo da ópera.
Saudades do amigo
Ontem estive em Recife para uma conversa com o ocupado cônsul da Eslovênia, Rainer Michael, enfrentando um trânsito caótico na capital pernambucana.
Senti muita falta do meu saudoso amigo e irmão Gil Sabino nesse dia difícil. Mas, enfim, superei.
O caso da Bahia e demais estados
Vamos focar a análise dos próximos dias na abordagem da sucessão nos diversos estados nordestinos, em especial da Paraíba, e também a partir da Bahia, onde Jerônimo tem surpreendido o adversário ACM Neto.
Última
“O olho que existe / é o que vê”

