A direção do Partido Liberal informou que vai pedir a suspensão da diplomação de Edvaldo Neto (Avante), eleito no domingo (12) para a Prefeitura de Cabedelo. A reação foi anunciada horas depois de a Polícia Federal cumprir a decisão judicial que afastou o prefeito no âmbito da Operação Cítrico. A investigação apura fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível ligação com facção criminosa no município.
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Durante coletiva de imprensa, o senador Efraim Filho (PL) afirmou que a legenda pretende buscar uma liminar para impedir a diplomação do adversário. Na sequência, o partido vai defender a posse do deputado estadual Walber Virgolino (PL), segundo colocado na eleição suplementar.
“Ficamos impactados com essa operação de hoje. Fomos para a rua, aumentamos nossa votação, mas lutamos contra o tráfico. A diplomação prevista para o dia 20 precisa ser suspensa para evitar a perpetuação dessa organização criminosa no poder”, disse Efraim.
“Eu andei ao lado de Walber, muitos andaram conosco. As pessoas de Cabedelo querem ficar livre. Mas, a gente vai continuar com essa briga. O primeiro pedido é para suspender a diplomação, agendada para dia 20, e a possível posse de Walber para assumir a Prefeitura”, afirmou.
Edvaldo Neto venceu a eleição suplementar com 16.180 votos, o equivalente a 61,21% dos válidos, contra 10.255 votos de Walber Virgolino, que terminou a disputa com 38,79%. A votação foi convocada depois da cassação da chapa eleita em 2024.
Operação Cítrico
A operação que atingiu o prefeito eleito nesta terça-feira apura a suposta formação de um esquema entre agentes políticos, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, apontada como braço do Comando Vermelho em Cabedelo. Segundo a investigação, contratos públicos teriam sido usados para sustentar poder político, influência territorial e repasse de recursos que podem chegar a R$ 270 milhões.