Com apresentações musicais, caminhadas e manifestações organizadas por movimentos sociais, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocuparam espaços públicos de diferentes capitais brasileiras neste domingo (18). A mobilização ocorre sete dias antes do segundo turno da eleição presidencial, em que o petista enfrenta o senador Flávio Bolsonaro (PL).
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Entre as cidades com atos estão Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Curitiba e Porto Alegre. As manifestações combinam pedidos de reeleição do presidente com pautas relacionadas à democracia, à educação e à liberdade de expressão.
No Rio, a programação inclui um encontro musical convocado por Caetano Veloso na Praia de Copacabana, com a participação anunciada de Djavan, Simone, Frejat, Marina Sena, Chico César e outros artistas. Em Brasília, manifestantes percorreram a Esplanada dos Ministérios, enquanto São Paulo recebeu atividades em bairros periféricos e concentrações de apoiadores.
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Copacabana reúne artistas em manifestação pela democracia
Organizado pelos movimentos 342 Artes e Mídia Ninja, o Ato Musical pela Democracia foi marcado para o Posto 5 de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A concentração começou a ser convocada para as 15h, com apresentações previstas a partir das 16h.
Além dos artistas inicialmente anunciados, a programação passou a incluir nomes como Fernanda Abreu, João Bosco, Ivan Lins, Duda Beat, Xamã, Jorge Vercillo, Jota.Pê e Rubel. A atriz Sônia Braga também teve sua participação anunciada por Caetano Veloso.
A organização apresenta o encontro como uma manifestação em defesa da democracia, da liberdade de expressão artística e do direito à reunião pacífica.
Antes da programação em Copacabana, estudantes e integrantes de movimentos sociais realizaram uma concentração na região da Candelária, no Centro do Rio. Também houve mobilização no Viaduto de Madureira, na zona norte da cidade, com reivindicações relacionadas à juventude e à educação.
Brasília tem caminhada pela Esplanada dos Ministérios
Na capital federal, os participantes começaram a se concentrar por volta das 9h, nas proximidades do Museu Nacional da República. A manifestação seguiu pela Esplanada dos Ministérios, em direção ao Congresso Nacional, e se estendeu até o início da tarde.
O presidente Lula não compareceu ao ato. Segundo a CNN Brasil, ele permaneceu no Palácio da Alvorada, onde se preparava para o debate presidencial da Band, previsto para a noite deste domingo.
Entre os participantes esteve Leandro Grass (PT), candidato ao governo do Distrito Federal. Em discurso, ele defendeu a candidatura de Lula e fez críticas à adversária na disputa estadual, Celina Leão (PP), incluindo questionamentos sobre o envolvimento do Banco de Brasília (BRB) no caso Banco Master.
São Paulo concentra mobilizações nas periferias
Na capital paulista, os organizadores distribuíram as atividades por diferentes regiões da cidade. Houve concentração no Largo da Batata, enquanto outros grupos promoveram eventos no Grajaú, em Itaquera e na Vila Nova Cachoeirinha.
No Centro Cultural da Juventude, na zona norte, a programação musical incluiu nomes como Emicida e Rashid. No Grajaú, foi anunciada uma apresentação do Pagode da 27.
Outra atividade prevista foi a Marcha do Samba pela Democracia, com concentração às 17h no Largo da Banana, na Barra Funda. A agenda de movimentos populares adotou o lema “Botar pra virar! Domingo é nas periferias!”, com foco na mobilização de eleitores para o segundo turno.
Salvador e outras capitais também recebem manifestações
Na Bahia, a programação incluiu um ato musical com a participação de Daniela Mercury, Gilberto Gil e BaianaSystem. A concentração foi marcada para o Clube Espanhol, com percurso em direção ao Farol da Barra.
Também foram anunciadas ou registradas mobilizações em Recife, Olinda, Fortaleza, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre, além de cidades de outras regiões do país.
TSE rejeitou pedido para impedir manifestações
A realização dos eventos também foi objeto de uma disputa na Justiça Eleitoral. O Partido Novo solicitou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a suspensão de manifestações organizadas por coletivos artísticos e entidades estudantis, sob o argumento de que poderiam funcionar como comícios disfarçados em benefício da candidatura de Lula.
No sábado (17), o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, rejeitou o pedido de proibição preventiva dos atos e das apresentações musicais.
O magistrado considerou que não havia elementos suficientes para demonstrar que os encontros constituíam eventos oficiais de campanha financiados irregularmente. A decisão ressaltou a diferença entre manifestações políticas organizadas pela sociedade civil e espetáculos destinados à promoção de candidaturas em comícios.
Flávio Bolsonaro também mobilizou apoiadores
Enquanto aliados de Lula participavam das manifestações, Flávio Bolsonaro reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, durante a manhã de domingo.

