O jornalista e analista político Walter Santos participou, nesse sábado (17), do programa Dinâmica Rural, apresentado pelo comunicador Abdon Miranda, Adriana Ferreira e Diogenes Nascimento. Durante a entrevista, o fundador do portal WSCOM e da Revista NORDESTE analisou os resultados das eleições estaduais na Paraíba e o cenário da disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Ao comentar a reeleição do governador Lucas Ribeiro (PP) ainda no primeiro turno, Walter atribuiu o resultado à capacidade da campanha de associar a imagem do candidato à gestão de João Azevêdo (PSB), eleito senador.
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“Ele colou a campanha dele, soube colar, e os adversários, no caso Cícero e Efraim, não souberam, não tiveram a capacidade de colar em Lucas Ribeiro problemas sérios que aconteceram no passado, inclusive aqui no Brejo”, avaliou.
Segundo o jornalista, a estratégia permitiu que Lucas superasse o desconhecimento inicial de parte do eleitorado e se apresentasse como continuidade da administração estadual.
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Disputa presidencial e mobilização da juventude
Na análise sobre o segundo turno presidencial, Walter Santos destacou que o resultado da primeira votação alterou as estratégias das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
O jornalista afirmou que o desempenho do candidato do PL surpreendeu a campanha petista e intensificou a disputa nas semanas seguintes.
Walter também abordou o uso do tracking, ferramenta de acompanhamento contínuo das tendências eleitorais, utilizada por equipes de marketing político.
“Tracking é um instrumento fomentado pela estrutura digital que acompanha a cada minuto o resultado do que se apresenta na sociedade”, explicou.
De acordo com sua avaliação, os acompanhamentos eleitorais aos quais fez referência indicavam, naquele momento, uma pequena diferença favorável a Lula. A afirmação foi apresentada pelo jornalista como análise de cenário, sem identificação de levantamentos específicos.
Outro ponto destacado foi a participação de estudantes e jovens nas mobilizações políticas realizadas após o primeiro turno.
“Os estudantes do Brasil tomaram as ruas de todo o país. E este elemento, chamado juventude, também agregou à campanha de Lula o que ele não teve no primeiro turno, que foi o engajamento da sociedade”, declarou.
Para Walter, essa mobilização também teve reflexos na comunicação digital da campanha presidencial.
“E foram os estudantes que levaram para o universo digital esse reforço que Lula não teve no primeiro turno”, acrescentou.
O jornalista ainda comentou a entrevista de Flávio Bolsonaro à jornalista Renata Lo Prete, da TV Globo, interpretando as referências feitas ao adversário como um sinal da importância de Lula na estratégia de comunicação do candidato.
Ao abordar o debate presidencial previsto para este domingo (18), Walter afirmou que o encontro permitiria observar as propostas e os argumentos dos dois candidatos.
“Nós vamos identificar amanhã o tamanho da história e o que cada um tem para apresentar ao país”, disse durante a entrevista de sábado.
