O camarote institucional do Parque do Povo transformou-se no epicentro das articulações políticas do estado na noite desta sexta-feira (26). Em meio a intensas especulações de bastidores sobre quem receberá seu cobiçado “segundo voto” para o Senado Federal, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União), posou para fotos e trocou cumprimentos calorosos com o pré-candidato Nabor Wanderley (Republicanos).
Os gestores assistiram juntos aos shows dos forrozeiros Xand Avião e Nattan na reta final d’O Maior São João do Mundo. O encontro estratégico foi chancelado de perto pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) — principal fiador e articulador da postulação majoritária de Nabor, que é ex-prefeito de Patos.
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Cruzamento de chapas e a disputa interna
O clima político nos camarotes ganhou contornos ainda mais interessantes devido à presença de outros atores da disputa majoritária. Circularam no mesmo ambiente as lideranças que protagonizam uma verdadeira queda de braço pelo eleitorado campinense:
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O primeiro voto: O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que busca a reeleição e é o único apoio formalmente anunciado e pacificado por Bruno Cunha Lima até o momento;
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A comitiva de “Vene”: O emedebista transitou pelo Parque do Povo acompanhado de seu irmão, o ministro e presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, além de outros familiares;
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A polarização: Veneziano e Nabor Wanderley polarizam diretamente a busca pelo voto do bloco governista e de oposição no interior da Paraíba.
Silêncio estratégico e alianças históricas
Apesar da nítida proximidade física, das poses sorridentes para as lentes da imprensa e da antiga relação de coleguismo — já que Bruno e Nabor dividiram bancada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) quando ambos eram deputados estaduais —, o prefeito de Campina Grande evitou fazer qualquer anúncio oficial.
O movimento de Bruno é visto por analistas como um gesto de cortesia institucional, mas que também serve para sinalizar abertura ao Republicanos de Hugo Motta, mantendo o suspense sobre o fechamento de sua chapa enquanto avalia os impactos da aliança no xadrez político local.

