Acusado de matar namorada com tiro de espingarda em João Pessoa será julgado nesta quinta; família pede justiça

Luanna Alverga e Yuri Ramos

O estudante Yuri Ramos Coutinho Nóbrega, acusado de matar a namorada Luanna Alverga Ramalho Barbosa, vai a júri popular nesta quinta-feira (11), em João Pessoa. O julgamento está marcado para começar às 9h, no Fórum Criminal da Capital, localizado na Avenida João Machado, no Centro.

Luanna tinha 20 anos quando morreu, em 23 de julho de 2017. O crime aconteceu dentro de uma residência no Condomínio Arruda Câmara, no bairro do Róger.

O médico Lucas Alverga, primo da vítima, publicou um vídeo nas redes sociais e pediu justiça pela morte de Luanna.

“No dia 23 de julho de 2017, eu e toda a minha família recebemos a pior notícia de nossas vidas. Eu soube, através das redes sociais, que a minha prima, que sempre foi como uma irmã pra mim, havia sido morta de forma violenta pelo seu então namorado na época”, disse Lucas.

O primo da vítima também falou sobre a espera da família pelo julgamento.

“Faz nove anos que a gente espera que a justiça seja feita. Nove anos que a gente junta pedaços porque a gente tem total consciência de que não seremos os mesmos depois desse dia”, afirmou Lucas Alverga.

Lucas disse ainda que Luanna sonhava em ser médica e que a lembrança da prima segue presente na família, que espera a condenação do acusado.

“A gente não espera nada além de justiça. Que ele seja condenado pelo que ele fez, pelo mal que ele causou, pela vida que ele tirou e pela vida de tanta gente que ele afetou de forma tão trágica”, disse Lucas Alverga.

O crime

Segundo os autos, Yuri Ramos teria efetuado um disparo de espingarda calibre 20 que atingiu Luanna. A arma pertencia ao tio do acusado, Ricardo Sérgio Coutinho Nóbrega, que também chegou a ser denunciado no caso.

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Ao analisar o processo, a Justiça apontou que os depoimentos reunidos indicam Yuri Ramos como autor do disparo que matou a jovem. O acusado confirmou, em interrogatórios prestados na fase policial e na Justiça, que efetuou o disparo, mas alegou que o tiro aconteceu de forma acidental e sem intenção de matar a vítima.

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