O senador e candidato à Presidência da República pelo Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, protagonizou um momento de forte apelo religioso nesta segunda-feira (28) ao erguer uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante caminhada eleitoral no Centro da capital paulista. O ato contou com a presença do governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A imagem da padroeira do Brasil foi entregue a Flávio por uma eleitora que acompanhava a caminhada. Diante do público presente e a pedido da apoiadora para que os veículos de comunicação registrassem a cena, o senador e o governador paulista seguraram e levantaram a imagem conjuntamente perante a militância.
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Flávio comenta nota da CNBB sobre Nossa Senhora Aparecida
Durante a atividade de campanha, Flávio comentou publicamente a nota divulgada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), classificando a manifestação da entidade como positiva e conclusiva. Segundo o parlamentar, o texto confirmou que as discussões sobre a eventual retirada do título de Padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida tratam-se de informações falsas que circularam no ambiente eleitoral.
Polêmica sobre título de Padroeira do Brasil
A polêmica ganhou repercussão nacional nos últimos dias, quando circularam conteúdos em redes sociais associando aliados do presidenciável a articulações contra a designação oficial da santa católica. Na quinta-feira (24), durante o programa Em Pauta, da GloboNews, a jornalista Maria Cristina Fernandes relatou haver um movimento na Igreja Católica de reação a uma parcela de evangélicos que estaria mobilizando um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
No domingo (27), em agenda realizada em Aracaju (SE), Flávio acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de ter criado a narrativa com a suposta colaboração de integrantes da própria CNBB, declaração feita sem apresentação de elementos comprobatórios.
Em resposta imediata divulgada na noite do domingo, a CNBB rechaçou as acusações e afirmou categoricamente que não produziu, autorizou ou participou da criação ou divulgação de materiais inverídicos relacionados ao processo eleitoral. Na nota, a instituição religiosa enfatizou que a conduta de combate à desinformação não deve se dar pela reprodução de novas inverdades.

